Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
Ocorreu nos Estados Unidos, em 1929, a maior crise da Bolsa de Valores enfrentada pela humanidade em decorrência, também, da fragilidade do Meio Técnico-Científico-Informacional frente a crises mundiais. Analogamente, é possível identificar, hodiernamente, como próspero e revolucionário o debate sobre a geração das startups e a geração de Millennials. Porém, fatores como a fragilidade do capital globalizado e a desigualdade socioeconômica podem causar problemas ao bem-estar do grupo social. Nessa conjuntura, os órgãos responsáveis, em parceria com a sociedade, devem tomar medidas atenuantes para evitar tais empecilhos.
Em primeira análise, a efemeridade do comércio digital mundial é um fator determinante para a perpetuação da problemática. Assim, faz-se primordial perceber que a geração de Millennials tende a acumular recursos de formas distintas, e até mais facilmente, quando relacionadas às gerações anteriores. Entretanto, a flexibilidade desse comércio gera o elevado risco para os empregados, podendo ocasionar em sua falência e endividamento, os quais, caso se tornem comuns na sociedade, formalizam o caos social e o aumento das taxas de depressão ao não conseguirem quitar as dívidas. Nesse sentido, torna-se necessário relacionar a situação com a série americana “Black Mirror”, a qual afirma que a tecnologia é importante, mas a responsabilidade no uso dessa é necessária.
Em segunda análise, a desigualdade socioeconômica é causadora dessa vicissitude. Com isso, segundo o filósofo Pierre Lévy, “Toda nova tecnologia cria seus excluídos”. De maneira análoga, identifica-se que a tecnologia chega para a população de forma desigual, ou seja, apenas uma pequena parcela privilegiada dessa pode se tornar investidor e trabalhar pelo seu notebook ou celular, impedindo, por exemplo, que um morador da favela trabalhe em startups, fator o qual corrobora a disparidade entre classes na sociedade vigente, agravando entraves no espaço urbano, como o tráfico, a violência e o furto. A partir disso, providências devem ser elaboradas para atenuar a situação atual.
Portanto, é imprescindível que sejam tomadas medidas atenuantes da problemática abordada. Logo, cumpre ao Poder Legislativo - assegurador da aplicação de direitos - inserir, por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, disciplinas, na grade curricular, as quais abordem a importância da educação financeira e como fazer parte, de modo correto e seguro, do meio digital, com o intuito de reduzir os possíveis perigos de endividamento. Ademais, é de responsabilidade do Ministério da Educação, em parceria com a ANATEL, a disponibilização de internet gratuita em todo o território brasileiro, a fim da maior inclusão de camadas desfavorecidas no contexto globalizado mundial. Quiçá, dessa forma, não enfrentemos dificuldades equivalentes às sofridas em 1929.