Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman defendia que o Direito é uma linguagem, um mecanismo, uma ciência, que conseguiu se adaptar e sobreviver aos diferentes momentos da história. Diferentes meios de produção e de trabalho mais modernos vêm sendo cada vez mais valorizados desde a Revolução Industrial. Porém, a legislação brasileira é muito intervencionista e certamente arcaica para lidar com startups, assim dificultando o desenvolvimento de práticas inovadoras acessadas pelos Millennials. No entanto, se faz necessário debater sobre tal vertente e sugere-se que os sólidos direitos do trabalhador sejam substituídos por uma lógica de direito flexível a diversas formas de trabalho.
Ao decorrer dos últimos anos foi crescendo a preferência dos trabalhadores por um equilíbrio. Ariel Coleman que é a empresária de 28 anos dona da Ofmgco, uma companhia de gestão de marca e design, afirma que “o equilíbrio na vida e no trabalho é muito melhor”. O foco das novas gerações deixou de ser no acúmulo de bens e passou a ser nas relações pessoais com maior nível de satisfação, pois não só o trabalho traz felicidade em forma de lucro como também a felicidade traz trabalho, a Revista Melhor através de uma pesquisa apresenta dados que comprovam que trabalhadores felizes são, em média, 31% mais produtivos, 37% mais criativos em comparação a outros e, a Geração Y, outro nome para referir-se aos Millennials, é a que mais se destaca nesse cenário.
Por isso, se faz necessário que a Consolidação das Leis do Trabalho, juntamente com assistentes sociais, crie novas leis e métodos de modo que favoreçam as novas formas de trabalho afim de que gere mais empregos autônomos com trabalhos bem exercidos para que movimentem a renda do país. Assim como muitas profissões estão sendo esquecidas muitas outras na mesma proporção ou maior estão surgindo e é vital a sua boa manipulação e controle.