Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
Nascidos entre 1979 e 1995, os Millennials compõem uma geração que prefere a flexibilidade e a liberdade. Dessa forma, ambientes livres de burocracia e hierarquia, como startups, afloram o debate acerca da relação entre startups e a geração do milênio. Sendo assim, empresas com esse perfil criam uma atmosfera que desenvolve e explora as capacidades de um verdadeiro pertencedor da geração Y, além de romperem com a visão consolidada de trabalho como tarefa fastidiosa.
De início é mister apontar que, startups fogem do modelo tradicional e têm estruturas mais enxutas, portanto, exigem trabalho colaborativo e estimulam o aprendizado. Segundo pesquisa realizada pelo Itaú BBA, os millennials já representam a maioria da população brasileira e estima-se que o número de assalariados que são parte dessa geração deva chegar a 70% até 2030. Dessa maneira, seguindo um perfil flexível, que busca equilibrar trabalho e vida pessoal, primando por momentos de lazer, esses jovens se desdobram para fazer um pouco de tudo, participando ativamente nas decisões, criações e desenvolvimento empresarial, ao mesmo tempo em que estas empresas inovadoras, livres de regras rígidas e microgerenciamento, fornecem jornadas de trabalho adaptáveis, jogos, espaços de lazer e descanso, tornando o trabalho desafiador e prazeroso. Nesse sentido, startups e geração Y convergem no que se refere à produtividade e estímulo de potencialidades uma vez que, as demandas de trabalho são supridas à medida que dão vazão ao processo criativo da geração do milênio.
Em segundo plano, é fato que a visão construída pelas gerações anteriores a respeito do trabalho é como uma atividade monótona, maçante e cansativa. Ao longo da história é possível perceber a forma que o trabalho fabril é representado na indústria do cinema, haja vista que, no filme “Tempos Modernos” estrelado por Charles Chaplin, a representação do trabalho é de uma atividade repetitiva e desgastante. Todavia, o modelo de trabalho da geração dos Millennials quebra esse paradigma, por meio da flexibilização dos horários, da possibilidade de jogar uma partida de sinuca com seu colega de trabalho ou até mesmo de tomar uma cerveja enquanto cumpre o expediente, resultam em um incremento do processo criativo e da liberdade de pensamento, possibilitando, inclusive, a resolução de problemas do mundo tradicional não resolvidos anteriormente.
Portanto, é notável a importância da flexibilização e adoção desse modelo de trabalho, tendo em vista que esse grupo tende somente a crescer no Brasil. Desse modo, é louvável que o Governo Federal estimule a criação de startups, por meio da instituição de incentivos fiscais e flexibilização da cobrança de impostos, possibilitando a consolidação e prosperidade dessas empresas, além de atrair investidores e empreendedores, visando gerar mais receita e prosperidade para o país.