Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
Segundo Aristóteles, “A felicidade é o maior desejo dos seres humanos” e para alcançá-la nos dias atuais é necessário saber manter o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. Nesse contexto, é perceptível a imprescindibilidade de uma evolução nas relações laborais, para conquistar a adequação desejada pelos indivíduos da geração “Millennial”, que buscam por amplas oportunidades para associar o lazer com as suas obrigações. Entretanto, empresas extremamente corporativistas impedem que essa harmonia aconteça, afetando negativamente no bem-estar da geração em questão. Dessa forma, surge a problemática da falta de flexibilização entre empresa e empregado.
Em primeiro lugar, é crucial entender que as pessoas estão cada vez mais dispostas a demonstrar eficiência no local de trabalho, contanto que possuam uma relação sem exploração e um tempo satisfatório para aproveitar as suas vidas particulares. Tal pensamento pode ser visto pela perspectiva de Karl Marx, quando este afirma que “O homem é por natureza um animal social” e precisa viver em sociedade para se sentir bem, usufruindo do seu tempo livre para estabelecer relações com amigos ou familiares. Sendo assim, faz-se mister que as empresas diminuam a burocratização existente, assim como a sua tradicionalidade, a fim de garantir a satisfação dos funcionários e estabelecer mudanças que beneficiem ambos os lados.
Outrossim, é imperativo pontuar que os seres pertencentes à geração “Millennial” geralmente apresentam interesse em trabalhar com a tecnologia ao seu favor. Por conseguinte, são atraídos por Startups, empresas modernas que têm como objetivo solucionar um entrave cotidiano, pelo fato destas preservarem a inovação como característica fundamental. Ademais, na visão do filósofo René Descartes, age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem a escolha. Tendo como base este pensamento é visível a possibilidade de outros modos de trabalho para os indivíduos, que devem procurar as melhores oportunidades ou iniciar o próprio negócio, agindo com livre arbítrio.
Urge, portanto, que a Justiça do Trabalho com o auxílio do Poder Legislativo, crie um projeto de lei que flexibilize as relações trabalhistas e atenue a burocracia vigente nas corporações, com o intuito de beneficiar os “milennials” e ofertar condições justas para eles no ambiente de trabalho. Além disso, é importante que os cidadãos façam suas escolhas, analisando as opções de emprego existentes e usem a própria liberdade para decidir o que é melhor para si. Dessa maneira, garantir-se-ão circunstâncias adequadas nas empresas e alcançar-se-á a felicidade descrita por Aristóteles.