Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
Na atual conjuntura brasileira, a relação das “startups” (empresas emergentes) e a geração “Milennials” ou geração Y é cada vez mais evidente e representa avanços essenciais para a balança comercial. Todavia, devido à falta de incentivos ao desenvolvimento empreendedor e ao desconhecimento sobre tal prática, essa interação ainda não é valorizada e afirmada quanto ao desenvolvimento econômico do país no século XXI.
A priori, deve-se pontuar que a geração do milênio possui um grande domínio quanto as relações de empreendedorismo na sociedade moderna, mas não ocupa o devido espaço na sociedade. Segundo a teoria do “Habitus”, elaborada por Pierre Bourdieu, o corpo social é formado por práticas e costumes impostos ou naturalizados no âmbito em que se insere, ou seja, o individuo incorpora e reflete apenas o que aprende durante o seu desenvolvimento cognitivo. Diante da análise do sociólogo, percebe-se que a realização de empreendimentos seja no contexto tradicional seja no tecnológico não estão devidamente inseridas no cotidiano brasileiro, tendo em vista que a maioria dos cidadãos não se empenha ou não é incentivada a realização de projetos criativos. Desse modo, a fundação de “sturtups” ainda é insuficiente.
A posteriori, é fato que a maioria dos cidadãos não conhecem o valor e a importância das empresas emergentes. No filme “A rede social”, têm-se um exemplo de empreendimento, mundialmente conhecido, dominado pela geração Y e que se tornou a plataforma de comunicação mais utilizada hodiernamente, o Facebook. Contudo, a relação entre a juventude e o ambiente empresarial norte americano são bem mais amadurecidas do que no Brasil, já que neste ainda há jovens que desconhecem as formas de desenvolver um projeto e o valor das empresas emergentes para a economia, o que contraria até mesmo o direito do jovem aprendiz, afirmado pela Constituição Federal. Dessa maneira, os jovens empresários não são devidamente valorizados no país.
Dessarte, a relação da geração do milênio com as “startups” deve ser afirmada e valorizada na modernidade. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve investir em em propostas de inclução dessa nova realidade nas escolas, por meio de atividades que incentivem o desenvolvimento criativo dos alunos- como desenvolvimento de aplicativos e objetos manuais direcionados as necessidades da comunidade geral-, a fim de incitar o contato maior desses indivíduos com as propostas do mercado de trabalho e do desenvolvimento econômico. Ademais, o Governo Federal deve investir em campanhas, por intermédio da mídia e das redes sociais, e financiar as empresas em desenvolvimento, com o objetivo informar sobre o tema e incitar a construção e a divulgação de empreendimentos.