Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 14/06/2020

A Revolução Industrial e todas as suas fases, especialmente a terceira, foram, com certeza, marcos históricos para a sociedade moderna e o mercado de trabalho. Dentro desse contexto de modificações do século XX, marcado pela Terceira Revolução Industrial, nasceu a geração dos millennials que possui relações estreitas com as startups, que também surgiram nesse período.

Os millennials ou geração Y é composta pelas pessoas que nasceram no período de 1979 a 1995. De acordo com uma pesquisa do Itaú, os millennials constituem cerca de 50% da população economicamente ativa, essa geração é marcada pelo contato com a tecnologia e a internet por terem crescido em um período em que essas expandiam-se e abriam novas portas para os diversos meios da sociedade, como entretenimento, relações sociais e trabalhistas. Ou seja, a expansão técnico-científica-informacional propiciou à uma geração inteira e futuras uma nova visão acerca do trabalho e da sociedade, destoando do modo de vida de seus antepassados, fato que não pode ser classificado nem como negativo nem como positivo, mas que mostra como as tecnologias transformam a sociedade.

Segundo o site Computerworld, os millennials possuem uma relação muito próxima com as startups, pois as mesmas apresentam as características e oportunidades trabalhistas privilegiadas por essa geração. Isto é, a geração Y prioriza o trabalho nas startups, em virtude das mesmas proporcionarem a flexibilidade para que esses indivíduos possam conciliar vida profissional, pessoal e lazer sendo essa a grande diferença entre as empresas tradicionais e as startups. Diante disso, é claro que as empresas tradicionais acabam por perder a preferência dessa camada expressiva de trabalhadores, sendo necessário inovações e modificações para que atraiam a atenção dos mesmos e mantenham-se ativas.

Diante do exposto acima, fica claro a influência da geração millennials  e a importância das startups e suas características no cenário atual. Dessa forma, para que as empresas tradicionais não percam força dentro do mercado nem profissionais classificados dessa geração e das futuras, é necessário que hajam mudanças em suas estruturas. Para isso as empresas precisam rever as características dos contratos entre empregador e trabalhador e seus dogmas principais, como a presença física do trabalhador no ambiente de trabalho, fator que demanda tempo e dinheiro para o deslocamento, a quantidade de horas trabalhadas, entre outros aspectos. Isso pode ocorrer através do espelhamento  dessas empresas nas próprias startups, além de pesquisas de opinião com os funcionários destas e com pessoas que compõem essa geração Y, no intuito de proporcionar um ambiente e condições de trabalho atrativas para esses indivíduos.