Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 21/06/2020

“A ciência move o mundo”. A frase do célebre Steve Jobs marca o período de ascensão da ciência e suas tecnologias na contemporaneidade. A globalização, advinda das Grandes Navegações, possibilitou o desenvolvimento de uma grande rede que interliga diversas regiões mundiais e, a partir dos séculos XX e XXI, exerceram demasiada influência no comportamento da Geração dos Millennials, responsável pelas novas relações de trabalho resultantes da evolução de novas tecnologias. Entretanto, a busca de flexibilização e liberdade nos locais de trabalho (conhecidos como “startups”) colabora para a formação de uma sociedade consumista dependente das gerações anteriores.

Vale destacar, em primeiro plano, que a geração millennial, também conhecida como geração Y, é marcada pelo narcisismo e individualismo, frutos do desenvolvimento das novas tecnologias. A revolução tecnológica dos séculos XIX e XX possibilitou o desenvolvimento industrial, cujo acontecimento fez emergir a era consumista na sociedade capitalista, que perdura até os dias atuais. Com base nisso, percebe-se que a geração Y é fortemente marcada pelas influências advindas da revolução, e partir disso, os “startups” veem nesses jovens a oportunidade de ampliar seu mercado consumidor, buscando atraí-los através das novas interações tecnológicas.

Sob esse viés, é importante ressaltar que as novas condições de trabalho impostas pelos startups ocasionam a ruptura com o modelo tradicional de trabalho, marcada pela estabilidade do emprego. Os índices de trabalhos informais vêm apresentando um acentuado crescimento mundo a fora através da criação de aplicativos voltados ao trabalho, processo conhecido como “Uberização”. Com base nisso, essas empresas virtuais, marcadas pela flexibilização e liberdade de trabalho, se destacam como a “startup” ideal aos olhos da geração Y, tal fato ocasiona o aumento da taxa de informalidade e dependência das gerações anteriores, como os pais, visto que a uberização não garante os direitos trabalhistas existentes, além de proporcionar uma quantia instável de remuneração.

Diante dos fatos supracitados, é necessário que medidas sejam tomadas, com o intuito de criar um ambiente trabalhista estável para a nova geração Y. Posto isso, cabe à escola e aos familiares o ensino da educação financeira, por meio de palestras e conversações, com o intuito de mitigar o crescimento de uma geração consumista marcada pelo desejo de posse material. Além disso, é necessário a participação dos pais nas atividades exercidas pelas novas gerações, a fim de prosperar o uso da tecnologia de forma consciente, de modo que as novas relações de trabalho sejam exercidas com seriedade por parte dos millenials. Só assim é possível mover o mundo através de uma ciência digna por meio das novas relações de trabalho.