Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 21/06/2020

No livro, “Por que fazemos o que fazemos?”, o filósofo Mario Sergio Cortella constrói questionamentos acerca da busca por um propósito no trabalho e reflete que muitos ideias de carreira encontram-se longe da realidade. Contudo, a linha tênue entre a geração de Millenials e a overdose para à contemporaneidade, expõe que as inovações desse publico no mercado de trabalho tecem uma ambiguidade visionária. Por outro lado, essa pluralidade de alternativas desencadeia certa angústia entre muitos jovens, qual decisão tomar e suas consequências acabam por afligir muitos planos e metas.

Efetivamente, o contexto em que o jovem dos anos 90´s se desenvolveu, trouxe à tona uma realidade muito mistificada pelas gerações anteriores, a tecnologia ao alcance das mãos e com o acesso facilitado, impulsionou-os para um plano de vida onde inovar tornou-se uma questão de prosseguir com as maravilhas até então deslumbradas. Portanto, as “startups” do século XXI possuem ligação direta com o contexto de vida dos seus criadores, e atualmente não representam apenas a evolução do mercado de trabalho e suas tecnologias, mas sim um conjunto de como a mente humana se influência  e se adapta à situação que se submete.

Enquanto por um lado as inovações deslumbram aqueles que situam-se sobre elas, por outro, indagam a subjetividade e o imediatismo que às assombra. O historiador Arnold Toynbee ficou reconhecido mundialmente devido sua frase “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”, que de forma categórica remete o medo de tomar decisões cruciais no mercado de trabalho e  posteriormente desmantelar-se de relações humanas sólidas. Contudo, esse novo modelo inovador de e engajado de negócio vem tomando frente do método tradicionalmente conhecido e alavancando muitos jovens em carreiras estáveis de trabalho, com horários flexíveis e, em algumas situações, a facilidade para trabalhar com o “home office”, termo que, juntamente das “startups”, vem ganhando notoriedade e espaço na mídia.

Ao passo que todas essas inovações adentram o contexto da sociedade, conclui-se que há necessidade de políticas publicas para garantir que, o espaço e as oportunidades nos novos moldes de empregabilidade, cheguem de forma justa e coesa com a realidade de cada um. Para tal feito, o ministério da educação poderia investir em novos recursos tecnológicos nas escolas, e cursos gratuitos sobre empreendimento, inovação, tecnologia e outros relacionados com à contemporaneidade, e garantir a execução desses projetos, acompanhando-os e divulgando seus resultados através da mídia. Dessa forma, a questão “Por que fazemos  o que fazemos?” pode, aos poucos, ter um propósito.