Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 21/06/2020
Desde a declaração dos direitos humanos, realizada após a Segunda Guerra Mundial, os meios de trabalho vem se sofisticando de tal maneira que garantam boas condições de vida a seus funcionários. Porém, no Brasil, essa manutenção ocorre apenas para os que tem oportunidades de aprendizado, abrangendo uma camada com educação de qualidade e aumentando a dualidade entre classes.
Após a Segunda Guerra Mundial, finalizada pela metade do século XX, o mundo se encontrava em um caos, que se deu pelo desgaste das guerras. A partir dessa época, gerou-se uma necessidade por trás de garantir a todos direitos iguais, ocasionando na declaração dos direitos humanos. Logo após o fim da Guerra, as sociedades assistiram os cidadãos, que estavam colapsados, com grandes melhoras na qualidade de vida, incluindo melhoras nas condições trabalhistas, atitude essa que é refletida, atualmente, pelo desenvolvimento das startups e pelo nascimento dos “Millenials”. Esses fatores atribuíram melhoras na qualidade de vida, sendo refletidas em países que aderiram esse progresso.
No entanto, a base desse progresso é pela educação, e quando falamos do Brasil, essas melhoras ocorreram maioritariamente às classes abastadas. Quando realizada uma comparação entre o Brasil e a Finlândia, que é o País com a melhor educação do Mundo e que atende bem aos direitos humanos, é notória a diferença entre a educação brasileira e finlandesa, pois enquanto eles possuem aulas integrais com matérias aplicadas no período da tarde, o Brasil passa por crescentes cortes na verba à educação. A qualidade da educação braileira decai em colégios públicos, resultando na educação boa apenas para o estudante de colégio particular, tendo esse mais chances de trabalhar em startups.
Para extinguir com as mazelas da educação estatal no Brasil, o Ministério da Educação poderia propor o direcionamento de parcela da Receita Federal para a melhora da infraestrutura de colégios estatais, efetuando eles, pois, a aplicação dos direitos humanos no território nacional, tanto por melhorar a condição do estudante quanto por garantir uma mão-de-obra mais flexibilizada e lucrativa para todo o território nacional. O Ministério olhar para os direitos humanos resultaria em uma melhora na condição de vida de cada proletário, que iria ter maior motivação para exercer sua “soliedariedade orgânica”, como diria Émile Durkheim, e geraria maior lucro por realizar seu trabalho com vontade e qualificação.