Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 21/06/2020
O ano é 1988, Cazuza, jovem cantor, implora em sua música por uma “Ideologia”, e continua “Pois aquele garoto que ia mudar o mundo, agora assiste tudo em cima do muro”. A geração que nasceu ao som de Cazuza, pôs em prática o que talvez a geração de Cazuza ansiava, porém, em estagnação. Essa é a geração Y. Seu ideal de vida, é ter propósito, “desengessar” o sistema e a hierarquia. Logo, essas necessidades também se manifestaram no modelo de trabalho. Hoje, vivenciamos esse salto, no modo de fazer. Assim, as “Startups” são tudo aquilo, que a geração Y respira: Modernidade, o porquê fazer e o uso da tecnologia para a solução do mundo.
Desta forma, a relação atual entre profissional e empresa/trabalho manifesta sua nova cara. Buscando agregar valores sociais e politicamente corretos aos seus produtos e serviços. Bauman, com certeza, reduziria o cenário atual ao seu conceito de “Modernidade Líquida”, que inclui o indivíduo como o empreendedor de si mesmo. É nítido, que desde a 1º revolução industrial em 1760 até os dias atuais, o cenário trabalhista vem acompanhando as evoluções sociais, contudo, hoje é clara a necessidade do homem em utilizar da tecnologia para os avanços dos quais o mundo precisa. Nisso, prevalecem as grandes e boas ideias. Hoje, a criatividade, é sinônimo de dinheiro. As startups são constituídas do “feeling”, ou seja, da boa percepção de tornar algo antes ideia, em meta.
Assim, devemos adequar o atual cenário e instituições ainda muito enrijecidas, como a escola, afim, de preparar os jovens ao novo mercado de trabalho, administrado pela geração anterior, por meio de incentivo à boas ideias e criação. Adaptando a uma grade curricular que favoreça a criatividade e ao criticismo, tão defendido pelo educador Paulo Freire. Desta forma, a atual geração Z, a geração Y e o novo modo de trabalho, como as “startups” em sincronia a tecnologia e aos meio de informação, serão peça fundamental para a transformação social.