Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 21/06/2020
Millennials ou Geração Y podem ser definidos como aqueles nascidos nas décadas de 1980 e 1990. Já no século XXI, há um linha tênue entre estes e o mercado de trabalho nas startups. Esta relação, no entanto, gera certo preconceito no que tange à idade e adaptação destes à tecnologia e às relações trabalhistas. Isso ocorre em virtude tanto do pensamento equivocado de que os Millennials não se adaptam à sociedade atual, quanto pela falta de debate com relação a tal problemática.
Em primeiro lugar, vale pontuar que as pessoas nascidas nos anos 80, que foram criadas num mundo analógico, conseguem sim adaptar-se às novas relações laborativas. Nesse contexto, surgem as starturps, que são comumente vistas como algo que apenas a Geração Z - os nascidos entre 1997 e 2012 - está acostumada. Na verdade, tem-se que a inovação no mercado de trabalho gerada pelas startups, atende muito bem às necessidades de adaptação da Geração Y. Diante disso, esse novo método de atuação empresarial, acaba por não excluir, mas sim incluir esta geração no novo mercado de trabalho, ao contrário do que muitos pensam.
Ademais, destaca-se a importância do debate desta temática no meio profissional, ao passo que se este não existir, muitos Millennials podem permanecer desempregados. Consoante Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI, podendo gerar preconceitos, como o que ocorre com a Geração Y a respeito das startups.
Depreende-se, portanto, que, apesar dos entraves morais, tornam-se imprescindíveis medidas para a resolução disso. A começar pelo fomento de palestras de profissionais da área, por meio da mídia que divulgaria este material na TV e redes sociais. Além do incentivo estatal, através de campanhas públicas, para que mais dos Millennials adentrem neste novo mercado de trabalho; e também para a extinção desta torpe concepção de que os criados na era analógica não se adaptam ao meio digital.