Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 21/06/2020
Reconhecidos por participar de uma época de muitas inovações tecnológicas, as quais, de fato, revolucionaram o modo de viver das pessoas, a geração Y, ou mais comumente chamada de “Millenials”, compreende as pessoas nascidas por volta de 1979 e 1995. Ademais, essa geração é intimamente ligada à criação de startups atuais e, além disso, configuram o maior número de assalariados, número que só deve aumentar. Contudo, o desafio das empresas em atrair essa força de trabalho é debatido, dado que, além de serem pessoas acostumadas com inovações tecnológicas, os millenials buscam romper com as duras regras de gerenciamento das empresas conservadoras e desejam, sobretudo, uma maior flexibilização do trabalho.
Em primeiro lugar, as startups representam, para essa geração, um símbolo de inovação e um novo modelo de negócios, com ambientes menos estratificados e rígidos. Essa diferenciação faz com que os jovens da geração millenials possam ter participação direta nas decisões da empresa, e essa atuação é um dos ideais almejados por eles. Além disso, há uma intensa busca pela fuga do modelo tradicional e conservador e, principalmente, um desejo pelo trabalho colaborativo e com valores compatíveis com os dessa geração. Tudo isso, faz-se consoante com os princípios das startups, os quais, são diferenciais importantes para os millenials.
Em segundo lugar, como já apresentado anteriormente, um dos diferenciais dessa geração é a familiarização com a tecnologia, comportamento que reflete no modo de resolver problemas, pois a solução de um situação mão resolvida pelas gerações anteriores, muitas vezes, vem na forma de aplicativos. Essa é o pensamento dessa geração, apresentado como flexibilizado e, acima de tudo, simplificado. A idealização dessa geração vem também apresentada na preocupação com a ética da empresa, seja no que é produzido, ou até o que é consumido por ela, esse é o pensamento moral dos millenias, o qual é explicado por Nietzsche: “a moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade”, e é assim que essa geração se orienta.
Nesse contexto, faz-se necessário uma mudança por parte das empresas tradicionais, buscando sempre facilitar a participação ativa de seus colaboradores, implementando flexibilização nas relações de trabalho e promovendo o trabalho colaborativo. As empresas que seguirem esses ideais devem estar propícias às inovações tecnológicas da geração Y, as quais facilitam a relação empregador e empregado, proporcionando uma maior facilitação nas atividades desempenhadas pela empresa, que também devem ser ações com base na ética do millenials. Feito isso as empresas poderão atrair essa força de trabalho representado pela geração das revoluções tecnológicas.