Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 21/06/2020
Aristóteles é um filósofo aclamado e foi aprendiz de Platão, outro pensador de renome. O curioso é que as ideias do pupilo antagonizam as do mestre, exemplificando uma clara disputa de gerações. Esse debate entre descendentes não é nem de longe um caso isolado, com a explícita desavença entre baby boomers e millenials sobre como encarar o mercado de trabalho, sendo os primeiros mais focados em seu sustento familiar e lealdade a empresas e os últimos voltados aos seus valores e realizações pessoais, preferindo criar seus próprios investimentos, denominados startups, o que parece ser benéfico, mas pode acabar catastroficamente se realizado de forma errada.
Essas empresas autônomas começaram junto com a popularização da internet, no final da década de 90 e início dos anos 2000, e várias pessoa fizeram fortunas capitalizando em cima dessa forma inovadora de se estabelecer economicamente. Muitos desses negócios eram feitos por alunos de faculdades voltadas a tecnologia, tendo como o caso mais popular o estudante Mark Zuckerberg, criador do Facebook que, no começo de sua trajetória, foi aceito e utilizado amplamente por toda a população mundial, mas diversas controvérsias envolvendo a captação de informações sem o consentimento do usuário da rede social levaram Mark a ser processado e forçado a depor na justiça americana, mostrando o perigo em confiar cegamente em empresas autônomas que ainda estão em processo de aprendizado e formação.
Embora companhias bem estabelecidas no cenário mundial não passem tanto por esse caminho de ajustes sociais e morais, elas podem ser vistas como menosprezantes das vontades de seus funcionários em troca de uma estabilidade no mercado de trabalho e garantia de sustento. Porém, essa garantia apenas existe após diversos anos de lealdade a empresa, o que é um conceito extremamente arcaico e surreal de se encaixar na forma padrão de se viver atual que tem um grande foco individualista.
Para se adaptar, as empresas consideradas grandes poderiam começar a criar matrizes de escala menor em diversas áreas do globo onde as pessoas contratadas podem tentar algo diferente nas franquias existentes nessas regiões, sempre seguindo um código ético e moral estabelecido pelos diretores executivos da empresa, ou então se esses contratados resolverem criar sua própria startup ter uma boa ideia do que fazer ou não fazer, visando um compromisso com o consumidor de qualidade tanto ética quanto no sentido literal da palavra.