Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 21/06/2020

Muito antes do advento da máquina à vapor, ocorrido durante a Primeira Revolução Industrial, por volta do século XVIII, o mercado de trabalho é diretamente impactado pelos avanços que otimizam o processo produtivo. Não exclusivamente da forma como o ofício é executado, tais transformações se estendem as concepções sobre o mesmo, provenientes, sobretudo, daqueles que o fazem, levando em consideração seu momento de existência. Sendo assim, os conceitos ligados a esse âmbito se modificam com a sucessão de gerações e com as novas percepções de mundo  que carregam consigo.

Conforme as mudanças vão ocorrendo e novas tendências, principalmente quando se refere ao setor tecnológico e informacional, se empregam ao mundo corporativo, as alterações em sua totalidade são inevitáveis. Mas elas ocorrem, obviamente, devido a modernização e aprimoramento do que já existia e criações que solucionem o que não se encontra tão funcional como antes. Essa “função”, ou até mesmo o propósito de atuar no aperfeiçoamento por meio da tecnologia está fortemente veiculada à chamada geração do milênio ou apenas, millennials.

Os indivíduos que se encontram na faixa dos 25 aos 40 anos compõe essa geração. Só com essa informação é notório o impacto que a tecnologia tem em suas vidas, considerando que, mesmo em processo de ascensão no período, já era realidade para uma boa parcela.  Tal circunstância certamente se refletiu no modo com os mesmos encaram as questões da vida. E o trabalho não seria uma excessão à regra. Diferentemente de seus antecessores, a geração X, os millennials buscam mais do que um cargo em uma empresa tradicional que lhe traga estabilidade financeira.

Uma de suas “filosofias de vida” consiste em prezar pela qualidade de vida, tanto na parte profissional quanto a pessoal, estendendo-se também pelos hábitos de consumo, cada vez mais conscientes. Seguindo essa linha de procurar algo com o qual possam ter experiências sem se render a monotonia, o crescimento exponencial das startups é justificado, já que proporciona o trabalho não convencional, o qual contém o “DNA” dessa geração. Essas empresas, antes inimagináveis, ajudam no processo de modernização e partilham dos pilares da geração do milênio, liberdade e flexibilidade.

Diante do exposto, as mudanças, e também a evolução que os mesmos trouxeram com seu modo de vida contemporâneo, é de suma importância para o mundo interligado no qual vivemos. Entretando, é imprescindível que indivíduos de diferentes idades sejam inserido nessa nova realidade. Por mais benéfica que seja, uma geração não anula a outra. Uma alternativa seria a presença de pessoas mais velhas em novas empresas, como nas startups por exemplo, desse modo poderiam contribuir com suas experiências, as quais, aliás, são “objeto de desejo” dos millennials.