Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 21/06/2020
As inovações são ações necessárias para o progresso da qualidade de vida da sociedade e representam uma forma de solucionar problemas cotidianos. Desde o paleolítico, por exemplo, com o advento da pedra lascada, ou o neolítico, com a agricultura, a cultura e o desenvolvimento humano são demarcados pelo nível de avanço tecnológico do momento. Nesse contexto, no Brasil, hodiernamente, as inovações tomam a face de startups e são lideradas pela geração que representa metade da força de trabalho brasileira, os Millennials, estabelecendo um forte desejo de mudança como forma de melhorar o ambiente em que vivem. Entretanto, o que diferencia as startups da geração Y das de outras?
A resposta se constrói sobre o próprio desejo de mudança, em todos os sentidos, como nas motivações e valores das própria startups. É almejado mais o bem-estar do empregado, a sustentabilidade do meio ambiente, as questões de gênero são levadas em conta. Em suma, é buscado mais equilíbrio, reduzindo aqueles velhos conceitos característicos da Revolução Industrial como o fordismo, que busca a produção à todo custo, e transformando a empresa num ambiente mais agradável de se trabalhar. Segundo o site Computer world, os Millennials buscam mais liberdade, flexibilidade e uma maior proatividade nas decisões da empresa. Ou seja, o dinheiro deixa de ser o bem mais importante.
Portanto, os valores da geração Y são a face das startups criadas por ela e o principal fator que atrai a mão de obra qualificada para polos tecnológicos característicos dessa geração, como o vale do silício, que apesar de ser composto por startups de gerações anteriores, como Apple e Microsoft, apresentam o modo de pensamento Millennial, visto que estes são sua principal mão de obra, transformando paulatinamente a relação do homem com o trabalho. Contudo, infelizmente esta é uma relação desfrutada pelas classes que dispõem de uma educação de qualidade, o que não é visto na maior parte do ensino público de países subdesenvolvidos como o Brasil.
Conclui-se que, por um lado, a forma com que os valores do trabalho são vistos transformam a sociedade, trazendo avanços como smartphones e carros elétricos para o mercado, por outro, essas inovações são desfrutadas por uma parcela seleta da população. Portanto, investimento nos setores de educação por parte do estado paralelo aos valores da geração Y, trazendo sempre a questão da sustentabilidade como base dessas inovações, são necessários para transformar as startups numa realidade mais próxima da maior parte da população marginalizada, visando assim, um futuro mais consciente.