Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 21/06/2020

Com a Terceira Revolução Industrial, novos meios de produção surgiram e a mão-de-obra passou a ser especializada, provocando uma série de eventos para os quais a adaptação era necessária. De maneira análoga, a Revolução 4G deu origem a novas tecnologias e nichos na economia global, cujo manejo e compreensão requerem mais do que habilidade, mas também interesse. Assim, destaca-se o papel do jovem no ambiente corporativo, pois uma vez que nasce em um mundo já globalizado e tecnológico, possui maior facilidade ao manejar e pensar as empresas do futuro.

As “startups” — empresas pequenas, mas com grande potencial, que normalmente surgem para solucionar uma necessidade específica — evidenciam a forte relação entre mercado e tecnologia, bem como a necessidade de adequação. Para tal, é preciso não somente compreender a mudança, como também possibilitar que ela ocorra, pois, consoante Paulo Freire, “conhecimento sem mudança não é sabedoria”. Além disso, deve-se considerar a influência do fator humano em termos de produtividade e População Economicamente Ativa (PEA), uma vez que o tempo é inversamente proporcional ao número de contribuintes, reforçando a necessidade de inclusão das parcelas mais novas no mercado.

Dessa forma, vale ressaltar o protagonismo dos “millennials”, jovens nascidos entre os anos 80 e 2000, ao pensar e criar soluções para o mundo 4G e revolucionar o ambiente de trabalho ao buscarem um corporativismo mais humano, segundo pesquisa realizada pelo Itaú BBA, sendo os principais interessados pelas “startups”. A esse interesse, deve-se principalmente a sua não identificação com as empresas tradicionais, em que a pressão pelo rendimento individual e constante busca pela alta produção são frequentes, mas amenizados e alternados com horas livres e de diversão quando analisados sob a ótica das “startups”.

Assim, é evidente que os “millennials”, além de possuírem maior aptidão para manejar as tecnologias do futuro, serão ponto de interesse para as “startups”, fundamentais para que um país possa se desenvolver com inovação e alinhamento às políticas e economias globalizadas. Portanto, fica a cargo do Ministério da Economia, por meio da Secretaria da Previdência e Trabalho, fomentar a criação de “startups” brasileiras, através de incentivos e políticas públicas, assim como a inclusão do jovem no mercado, de forma justa, digna e qualificada a cumprir seu papel como motor da tecnologia e informação. Visando, dessa forma, modernizar o corpo empresarial do país, bem como sincronizar as  decisões internas com o desenvolvimento tecnológico externo.