Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 21/06/2020

A Terceira Revolução Industrial, iniciada pós Segunda Guerra Mundial, foi marcada por grandes avanços tecnológicos. Assim, com a difusão do uso da internet em países subdesenvolvidos e o descobrimento da robótica em países de primeiro mundo, iniciava-se um período de transformações. Nesse sentido, é possível observar, hodiernamente, o surgimento crescente de startups, empresas de bases tecnológicas. Essas, por sua vez, são lideradas por indivíduos da geração Y - os millennials - pois, por terem vivido o advento da Terceira Revolução Industrial, possuem um senso de desenvolvimento apurado para essa modalidade de negócios. Dessa forma, há um crescimento do lucro gerado em face do capital investido, além da procura do bem-estar no meio de trabalho, que é buscado por essa geração.

Mormente, as startups se caracterizam por ser um modelo de negócio reproduzível e escalável. Sendo assim, os custos de produção devem se manter estáveis. Por isso, o empreendimento se torna interessante para ser internacionalizado. No entanto, geralmente esse modelo nasce em condições de incerteza, em face disso há a necessidade de um investidor. Portanto, além de a empresa apresentar uma proposta pertinente, deve estar disposta a buscar inovações criativas para manter o produto oferecido em circulação, garantindo sua rápida disseminação do, gerando o diligente aumento do lucro em face do capital investido.

Em decorrência disso, é necessário buscar profissionais capacitados para essa modalidade. Por possuírem maior habilidade para trabalhar em equipe, além de uma mentalidade mais criativa e que busca focar em um desenvolvimento da empresa que beneficie também a si próprio, esse mercado é dominado pelos millennials. De acordo com a base de dados da ABStartups, 72% das empresas cadastradas são lideradas por indivíduos que possuem entre 25 e 40 anos de idade. Sendo assim, é possível observar nessas corporações uma maior flexibilização no trabalho e um rendimento deveras satisfatório.

Dado o exposto, é mister a maior contribuição do Estado para o desenvolvimento de Startups brasileiras voltadas à internacionalização. Dessa forma, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços deve criar um Fundo voltado ao investimento em negócios embrionários que possam ser interessantes para a economia do país, permitindo, assim, o alavancamento de seu capital. Além disso, essa proposta garantirá a maior empregabilidade de millennials que estarão a frente do empreendimento, além de outros empregos adjacentes. Finalmente, haverá um impulso na economia do país, garantido pelo sucesso de startups lideradas por indivíduos da geração Y.