Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 22/06/2020

A geração Millennial tem como marcas a influência da tecnologia digital, a busca constante por liberdade e o entendimento de cada indivíduo é único e diferente dos demais. Desse modo, essas características também são observadas no mercado, fazendo com que esses indivíduos procurem por empresas menos conservadoras, as startups. Essas instituições são reconhecidas pela busca de sempre inovar, apresentando um ambiente colaborativo e que permite mais autonomia de seus empregados, fato muito benéfico, já que reconhece o trabalhador como ser e não apenas como massa de trabalho.

O mecanismo de funcionamento dessas startups vem como contrapartida para uma sociedade denominada, de acordo com o sociólogo  coreano Byung Chun Han, “sociedade do cansaço”. Nela é valorizada apenas o desempenho extremo e o ócio é visto como  algo negativo, portanto o indivíduo deve estar sempre trabalhando devido a uma hierarquia social que o obriga a isso. Portanto, nesses casos a saúde física e, principalmente, a mental está sempre sobrecarregada, resultando, muitas vezes, em uma vida infeliz. Assim, essas novas empresas buscam aliar a tentativa de extrair o máximo do empregado, ao mesmo tempo que proporcionam uma melhor qualidade de vida, fato muito valorizado pelos Millenials.

Essa ideia de tentar conciliar alto desempenho com o prazer pelo trabalho está relacionado pelo conceito de felicidade do filósofo da Grécia Antiga, Aristóteles. Essa teoria se baseia no fato de que a alegria é conquistada pela “virtude”, equilíbrio entre o excesso e a falta. Ou seja, se assemelha, em grande parte, com o modelo de vida desejado pelos Millenials, o desejo de trabalhar e ser reconhecido por isso, ao mesmo tempo que querem que suas individualidades não sejam deixadas de lado em prol de se encaixarem num conjunto de regras desnecessárias impostas por sua empresa.

Frente ao exposto, as startups apresentam um conceito de funcionamento muito próximo aos interesses dos nascidos entre 1979 e 1995. Logo, para manter essa relação mutualística, em que tanto as empresas quanto os trabalhadores são beneficiados, as liberdades individuais devem continuar sendo um ponto valorizado pelas próximas gerações, fato que deve ser conquistado por meio de projetos de reconhecimento das individualidades nas escolas. Por isso, o MEC deve instituir regras, que proporcionem um ensino menos conservador, no qual o aluno tenha liberdade e se sinta sempre incentivado a inovar.