Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 24/06/2020
As chamadas startups têm diversas interpretações, a mais relevante é que são empresas emergentes, com propostas simples, de manutenção baixa e que crescem demasiadamente, aumentando seus lucros. Tais empresas estão se popularizando como meios de renda fácil e na maioria das vezes com horários flexíveis. Todavia, devido à crise econômica intensificada pela pandemia do Covid-19, essas estão sendo a única fonte de renda para milhares de trabalhadores no Brasil, mesmo que causem certa instabilidade, risco e não tendo suporte pela lei brasileira.
Desde o fim da Guerra Fria, com a intensificação do capitalismo e por consequência da globalização, o mundo está cada vez mais aliado à tecnologia, tornando-se muito dependente da mesma. Tal dependência é mais comum entre os Millennals, nascidos normalmente nas décadas de oitenta e noventa. Esses representam em seu estilo de vida a relevância da tecnologia e a decadência dos métodos tradicionais corporativos, visando sempre equiparar a vida pessoal e profissional e por isso dão preferência para trabalhar em startups.
No entanto, tal trabalho informal pode trazer prejuízos às empresas, como a Uber e o Ifood, por exemplo. Possíveis danos, tanto para o empregado quanto para o consumidor, tais como sequestros, desvios de mercadoria e até mesmo inadimplência no pagamento são comuns no meio, devido à falta de fiscalização e de suporte dada pela empresa. Também existe o âmbito financeiro, onde muitas vezes os empregados não conhecem devidamente o meio trabalhista que estão inseridos e não sabem administrar bem o lucro, mesmo que seja uma renda extra, o que pode gerar dificuldades para o trabalhador.
Por fim, tem-se que, apesar das startups beneficiarem as empresas, os empregados e os consumidores, sendo um serviço barato, flexível, que emprega muitas pessoas e movimenta a economia, os riscos que podem causar são preocupantes, sendo assim um trabalho que pela falta de fiscalização pode gerar mais prejuízos que lucro, deixando aqueles que dependem da renda, mesmo que extra, ainda mais dependentes.
Diante do exposto, conclui-se que a falta de fiscalização,de suporte e da legislação transformam aquilo que poderiam ser um meio de ganhar dinheiro seguro e revolucionário, em algo arriscado para os envolvidos. Sendo assim, faz-se necessária a ação do poder legislativo para a construção de leis que atendam às necessidades das vítimas, somada com a importância da educação econômica nas escolas, desenvolvendo o lado empresarial dos jovens, fazendo o Brasil um país preparado para o futuro do trabalho.