Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 11/07/2020

Durante a década de 1960, em meio ao vale do silício americano, surgiram os primeiros embriões do que hoje se denomina startup, dando novas dinâmicas ao mercado nacional e internacional. Posteriormente, entre os anos 1970 e 1990, tais startups receberam grande apoio dos chamados millennials, geração de indivíduos do período em questão que complementaram as mudanças trazidas por essas empresas principalmente no Brasil. Acerca das alterações comentadas, vale ressaltar tanto o aumento da inovação tecnológica e a competitividade dentro do mercado como do incentivo dado às empresas para exercerem sua responsabilidade social.

A priori, de acordo com o instituto de consultoria empresarial Cysneiros e Consultores Associados, os indivíduos da Geração Y são o principal mercado consumidor das startups brasileiras, assim como os grandes responsáveis por desenvolverem suas próprias empresas desse setor. A esse respeito, pode-se inferir que tais pessoas promovem uma quebra de monopólio em muitas facetas do mercado, o que - de acordo com a lei da livre concorrência desenvolvida pelo filósofo liberal Adam Smith - promove maior competição e necessidade de inovação dos produtos criados entre empresas concorrentes. Dessa forma, os millennials mostram-se como grandes agentes ao desenvolvimento tecnológico das startups dentro do Brasil, sendo evidente a necessidade de sua participação.

Além disso, é importante destacar que os millennials possuem influxo sobre o cumprimento da responsabilidade social não só das startups como de outras empresas. Sob tal óptica, de acordo com a associação AsianInspection - especialista global em controle de qualidade empresarial -, muitos millennials optam por não comprar produtos de empresas que não desenvolvem alguma medida de caridade ou adotam medidas anti-éticas. Desse modo, as  empresas brasileiras são obrigadas a promover auxílios à diversas esferas da sociedade - como contribuições para orfanatos ou casas de recuperação para alcoólatras - para sobreviver no mercado. Isso tende a reduzir a contração de gastos públicos para melhoras sociais sem que estas deixem de ocorrer, melhorando aos poucos o país.

Com base no exposto, pode-se perceber que melhorias para a atuação das startups - tanto as conduzidas por millennials como as que vendem para esse público - terão bons resultados no mercado e sociedade brasileira. Para tanto, o Poder Legislativo deve favorecer o surgimento de novas empresas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Essa lei deverá estabelecer a isenção em 15% dos impostos pagos pelas startups jovens que arcarem com sua responsabilidade  social e terem potencial tecnológico. Com isso, as mudanças comentadas terão maior horizonte para atuar, ocasionando  melhorias tecnológicas e sociais em todo o Brasil.