Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 12/07/2020
No episódio “Smithereens” da série “Black Mirror”, um jovem estagiário dessa grande empresa (“Smithereens”), a qual é conhecida por ter elaborado uma rede social de sucesso, é sequestrado. Isso devido a um desejo de seu sequestrador de entrar em contato com o dono da empresa para contar sua história sobre o acidente ocorrido com a sua noiva. Esta acabou por morrer, em um acidente de carro, provocado pelo seu noivo e sequestrador do estagiário, enquanto esse olhava as notificações da “Smithereens”, afirmando ser um viciado na plataforma. Similarmente a ficção encontra-se a sociedade brasileira, a qual possui muitos indivíduos afetados pelo vício nas “startups” produzidas pela geração “millennials”, como por exemplo o “Facebook”. Além de tornar seus usuários dependentes, algumas “startups” como o “iFood”, não possuem contrato, nem apresentam proteções legais a seus trabalhadores.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, os “millennials” revolucionaram e continuam revolucionando o mundo do trabalho com cada vez mais variados tipos de “startups”. No entanto, a mesma geração que produz as “startups” é afetada por elas. Por exemplo, pode-se citar o “Facebook”, uma “startup” fundada por um indivíduo da geração do milênio, Mark Elliot Zuckerberg, e utilizada em grande escala por pessoas dessa mesma geração, afetou seus usuários por meio da manipulações de dados. Estes tiveram o vazamento de seus dados entregues a empresa “Cambridge Analytica” nas eleições americanas de 2016 e assim, foram influenciados a votar em determinado candidato.
Ademais, “startups” como “iFood” não possuem contrato nem apresentam proteções legais a seus trabalhadores. Nesse sentido, estes são afetados pois sem proteções legais de trabalho, podem, por exemplo, acabar não sendo remunerados caso sofram acidentes em seus percursos de entrega. E novamente, a geração Y está se auto afetando. Isso poque, segundo uma pesquisa da Associação Aliança Bike, 50% dos entregadores dessas plataformas possuem entre 18 e 22 anos, ou seja, são indivíduos da geração “millennials”.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a situação atual. Para que as “startups”, fundadas em sua maioria pela geração do milênio, disponibilizem maior seguridade a seus trabalhadores urge que o Ministério do Trabalho entregue a Câmara dos Deputados um novo projeto de lei proibindo as “startups” de não garantirem proteções legais a seus trabalhadores, sendo isto, feito por meio de votações. Somente assim, será possível fazer com que os trabalhadores, principalmente da geração Y, ganhem proteções legais das “startups” em que trabalham.