Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 24/07/2020

A Netflix, além de ser uma das maiores provedoras globais de filmes e séries, é, também, uma das maiores startups existentes nos dias de hoje. Criada no intuito de ser apenas uma empresa de entrega de DVDs em domicílio em 1997, tornou-se, em 2006 um dos maiores aplicativos de streamer no mundo. Além disso, o período de sua criação coincide com a época de nascimento da geração Y, também conhecida como Millennials, geração que tem como principal característica a busca contínua por inovações. Sendo a Netflix um claro exemplo dessas inovações, percebe-se a relevância dos startups para a geração de Millennials.

Em primeiro lugar, a realidade dos startups é focada em empreendedores que vivem na incerteza, por ser um modelo empresarial repetível e escalável, autônomo, com baixo custo de manutenção e alta tecnologia. E, segundo Greg Hicks, um dos principais destaques da Conarec, os Millennials querem sentir que o trabalho que fazem é importante e que estão fazendo a diferença no mundo afora. Ou seja, jovens talentos como os Millennials, preferem os startups ante os empregos tradicionais porque, assim como evidencia Greg, querem ser valorizados e atuar em ambientes mais flexíveis e sem a extrema hierarquização que consta no segundo.

Ademais, pode se inferir que essas preferencias mostram um novo estilo de vida, o qual é mais equilibrado e tende a trazer para a população um maior nível de felicidade, o que é comprovado pela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que afirma que regiões do Brasil com relações mais “fluidas” como é o caso da Sul são mais felizes que regiões corporativistas, a exemplo a Sudeste, podendo assim concluir que tal mudança no estilo de vida da população foi um acerto.

Portanto, fica evidente o motivo pelo quais os Millennials preferem trabalhar em startups e, também, que essa tende a se tornar uma preferência das gerações futuras. Dessa forma, cabe ao Governo Federal junto à Secretária de Trabalho, flexibilizar as leis trabalhistas já existentes, para que as relações de patrão-funcionário sejam mais amenas e, assim, os empregados sejam mais valorizados e estimulados a terem novas ideias pelos seus empregadores, como acontece na Netflix, sendo um grande exemplo de startup. Isso, no intuito de que, futuramente, em concordância com o que Greg Hicks descreveu, mais trabalhadores possam se sentir mais felizes em seus trabalhos e sentir que, de certa forma, estão fazendo uma diferença no mundo.