Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 26/07/2020

Com a acentuada divisão do trabalho na contemporaneidade, a grande gama de trabalhadores chamados “millenials”, os nascidos entre 1979 e 1995, vêm subverter e aproximar, respectivamente, o modelo de trabalho e seus ideiais. Em consonância com as startups, empresas em que o trabalho mútuo e, por vezes, tecnológico coincide com o interesse do grupo que lhe compõe. Certamente é uma tendência empregatícia promissora.

Em primeiro lugar, perante a Internet das Coisas que permeia, de forma crescente, o cotidiano das sociedades, os trabalhadores no mundo globalizado se moldaram para a inovação ao alcance. Ou seja, isso é o que as startups promovem ao unir parte de 50% da força brasileira de trabalho - conforme pesquisa feita pelo Itaú BBA-, para modificar a relação de intimidade e conveniência tanto com o trabalhador quanto com o consumidor. Tendo em vista a origem virtual comum a essas organizações, a democratização do estudo on-line, por exemplo, é o conceito que o Descomplica, plataforma de ensino, teve para sua inserção nesse meio.

Em segundo lugar, vale ressaltar que, não obstante ao distanciamento de valores motivados pela ruptura com a solidariedade mecânica proposta por Durkhéim, os millennials que são os principais integrantes das startups, conseguem por meio delas reforçar o aprendizado conjunto e atenuar a solidariedade orgânica. Além disso, prova-se que o ramo é competitivo pela parcela emergente de novas startups, todavia a rentabilidade maior, devido a democratização da rede global, favorece o aprimoramento do negócio. Isso é o que tornou, dentre outras, o Google e o Facebook empresas tão ascendentes e, no Brasil, a supracitada Descomplica.

É, portanto, evidente que certas empresas e a área de trabalho das startups pode ser propícia. Para isso, faz-se necessário a análise ponderada tanto em relação a criação dessas - por meio de pesquisa de mercado, para ter noção da aceitação e viabilidade da iniciativa -, quanto para eventuais millennials a fim de vincularem, ou melhor, definirem se suas condutas são compatíveis à ética e modelo da organização.