Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 04/08/2020

Na obra cinematográfica" tempos modernos", protagonizada por Charles Chaplin, com seu personagem clássico, Carlitos, foi apresentado críticas ao modelo  industrial.Isso porque, em razão da quantidade excessiva de repetições apertando parafusos, Carlitos, continuava efetuando esse movimento, mesmo fora de sua função industrial.Positivamente, esse passado cinematográfico, não se preenche mais no século XXI.Nos parâmetros atuais,um novo conceito surge em prol das lutas pelos direitos trabalhistas. A nova geração, Millennials, junto ao novo mercado das startups,permeia uma relação, que pode ser analisada por meio do contraste entre duas Eras: Industrial e do Conhecimento.

Em primeira análise, é necessário entender, como o modelo de produção industrial agia de forma prejudicial sobre o operário. No contexto do século XVIII, o problema permeava sobre o “trabalhador máquina”. Esse termo foi moldado por Frederick Taylor, elaborador do “estudo dos tempos e movimentos”, que por meio de um cronometro controlava cada segundo de ação do operário dentro da fábrica. Um trabalho mecanizado, que não valorizava a classe operária. Dessa forma, assim como Chaplin representou, o operário se tornava alienado e adquiria graves sequelas psicológicas pelo desgaste, tanto físico quanto emocional do trabalho, além da péssima remuneração. Dessas más condições trabalhistas, ocorreram os movimentos operários, como o Ludismo, e o Cartismo.

Em contraste, a deriva dos movimentos por direitos humanitários, que ocorreram na década de 60 em diante, urge a nova Era do Conhecimento. Dessa transformação constrói-se a nova sociedade. Na geração millenium nasce o novo consumidor, que sabe seus direitos, detentor de milhares de informações. Nesse meio também nascem as startups- as famosas “empresas de quintal”-como  o Google e a Apple, que mudaram a forma na qual se gere uma empresa. Agora, essas empresas tem uma preocupação cultural e humanista. No entanto, apesar de parecer unanime, no Brasil por exemplo, ainda existem empresas que não regem dessa conduta de valorização humanizada.

Nessa perspectiva mais humana da forma de trabalho, é de urgência, que empresas adotem outro sistema, que garanta melhores resultados para geração millenium e posteriores. Para isso, o Poder Legislativo junto ao Ministério Do Trabalho, deve abordar um projeto de lei que torne obrigatório no âmbito trabalhista- dentro de uma empresa- tratamento psicológico do trabalhador- semanalmente, como encontros individuais e coletivos para interação e discussão de ideais do grupo, além da  flexibilização dos horários e também, uma inclusão obrigatória de todos gêneros e cores tipicamente excluído na hierarquização do trabalho.Tudo isso, com o objetivo de incentivar a geração millenium a progredir nas lutas por direitos conquistando uma  sociedade  diferente de “Tempos modernos”.