Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 11/08/2020
O filme “Tempos modernos” apresenta o cotidiano de funcionários num cenário industrial e, pode-se perceber a superespecialização dos trabalhadores em uma única tarefa, bem como a relação apática entre empregador e empregados. Fora da ficção, no Brasil, é possível notar a crescente “fuga” de pessoas, em especial da geração Millennials, do ambiente tradicional de trabalho, em busca de ambientes menos burocráticos e que permitam um crescimento tanto pessoal quanto profissional, gerados por uma nova perspectiva de futuro.
É fato que o modelo de produção criado por Henry Ford tem marcas claras nas sociedades corporativas atuais, seu formato rígido e hierarquizado tem sido um dos principais fatores que vem afastando os Millennials. O local de trabalho mais flexibilizado permite que haja uma relação interpessoal mais dinâmica e uma participação mais frequente, fazendo com que exista prazer no que se está fazendo. Consoante ao pensamento do filósofo Aristóteles de que o gosto no trabalho aperfeiçoa a obra, a motivação e incentivo advindo das startups valida o motivo de estarem se desenvolvendo e disseminando mais entre os mesmos.
Visto que essas empresas vêm se destacando nos mais diversos setores, em especial, no tecnológico, a familiarização que a geração Y já possui em tal meio facilita a sua entrada e desenvolvimento nesse lugar. As startups, muitas vezes, surgem com a proposta de solucionar problemas não resolvidos pelas gerações anteriores, e para os nascidos entre 79 e 95, conhecidos pelo seu complexo narcista, poder ser reconhecido por um trabalho como estre o impulsiona ainda mais. Além da possibilidade de adquirir conhecimentos em outras áreas, fugindo superespecialização em apenas uma e desconhecimento das outras.
Portanto, torna-se indubitável a necessidade de investimento para o desenvolvimento dessas empresas e dos seu atuais e futuros contratados. Para isso, um elo entre o Ministério da Economia e outras empresas privadas deve ser criado, no intuito de conceder eventuais auxílios e/ou empréstimos, mediante a um pagamento posterior. Outrossim, o Ministério da Educação e Cultura em parceria com instituições de ensino públicas e privadas deve fornecer cursos técnicos capacitadores no âmbito tecnológico, com o objetivo de habilitar as futuras gerações sucessoras à Millennials. Dessa forma, o Brasil deixará de seguir em contramão à países desenvolvidos fomentando suas empresas nacionais.