Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 03/09/2020

Os Millennials, ou a geração Y, isso é, as pessoas nascidas no final do Século XXI e que hoje representam boa parte do mercado de trabalho, estão cada vez mais se afastando do modelo tradicional de emprego e integrando as startups, empresas emergentes e com foco em inovação tecnológica. Isso mostra uma insatisfação geracional com um já estabelecido mercado de trabalho.

Primeiramente, é importante notar que as novas empresas formadas no advento de inovações tecnologias possuem um grande diferencial em comparação à empresas conservadoras: a valorização do individuo e uma relação mútua de contribuição entre empregador e funcionário. Assim sendo, a perspectiva de trabalhar numa startup é atrativa para os Millennials, que de acordo com levantamento da TechTarget, valorizam o reconhecimento e apoio profissional além do monetário.

Entretanto, esse crescimento inflacionado das startups tem simbolizado uma falta de inovação por parte de empresas já consolidadas. De acordo com a Ace Innovation Survey, que entrevistou diversas empresas que faturam mais de 1$ bilhão anualmente, a grande maioria das gigantes do mercado de trabalho terceirizam o acesso à novas tecnologias, mitigando o potencial disruptivo dos próprios funcionários.

Destarte, o investimento em intraempreendedorismo dentro das grandes e tradicionais empresas torna-se necessário, visando garantir maior visibilidade e agência aos funcionários nas mudanças e aperfeiçoamento do mercado de trabalho, além de oportunidades de crescimento pessoal, através de workshops, financiamento à projetos e programas de inovação que podem, por fim, satisfazer as necessidades dos funcionários Millennials nessas consolidadas empresas.