Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 15/09/2020
“Startups” é o termo que representa iniciativas empreendedoras, geralmente relacionadas à tecnologia, que buscam apresentar soluções criativas a problemas tradicionais. Além disso, essas empresas são tipicamente idealizadas e concretizadas por jovens da geração “millennials”, isto é, os nascidos na década de 80 e 90. Assim, percebe-se uma mudança no mercado de trabalho, o qual passa a ser mais flexível e colaborativo, bem como demonstra forte preocupação com questões sociais.
Inicialmente, cabe destacar que as “startups” apresentam um combate àquilo que o pensador coreano Byang-Chul Han definiu como sociedade do cansaço, marcada pela cobrança e pressão incessante por resultados. Assim, elas outorgam mais liberdade para seus funcionários, com jornadas de trabalho menos rígidas e ambientes mais dinâmicos e descontraídos. Desse modo, os “millennials” buscam evitar o estresse como forma de aumentar a criatividade e a qualidade do trabalho, sem descuidar da produtividade.
Ademais, menciona-se o engajamento social dessas novas corporações, as quais frequentemente têm lemas como acessibilidade, inclusão ou democratização. Dessa maneira, os “millennials” são a versão atual da juventude que no passado promoveu grandes revoluções como o movimento de Maio de 1968, na França, ou o “Diretas Já”, no Brasil. Destarte, as “startups” constroem-se como ferramentas modernas para promover o progresso e a justiça social.
Diante do exposto, demonstra-se a importância de incentivar os novos modelos de negócios mencionados. Para tal, faz-se mister que o Estado, em conjunto com a iniciativa privada, forneça o conhecimento técnico e as oportunidades para que os as novas gerações iniciem “startups”. Essas medidas podem acontecer, por exemplo, por meio de escolas de empreendedorismo e da abertura de linhas de crédito e financiamento. Dessa maneira, construir-se-á corporações que valorizem seus colaboradores e que beneficiem toda a sociedade.