Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 29/09/2020

Com o fim da Revolução Industrial no século XIX, houve a consolidação do capitalismo - sistema econômico que tem como base a produção em massa de bens de consumo e as altas jornadas de trabalho. Porém, o modo capitalista não se encaixa nos ideais dos Millennials, que se preocupam, para além da produção, no lazer e na vida pessoal. Assim, o modelo de vida buscado pelos Millennials esbarra em duas problemáticas, a saber: o foco das grandes empresas pela alta produção e a exclusão das gerações anteriores no mercado de trabalho.

Mormente, é válido ressaltar que as grandes empresas têm como foco as altas taxas de produção. Esse cenário é bem representado na obra “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, na qual o personagem principal é pressionado pela empresa a produzir o máximo possível com poucos momentos de descanso. Dessa forma, percebe-se que tal cenário não corresponde às perspectivas da geração dos Millennials, que procuram trabalhar em locais mais conscientes dos limites humanos no que se refere à produção no trabalho.

Em contrapartida, as gerações anteriores a geração Y se vêem sem espaço nas novas organizações. Isso porque, as startups utilizam cada vez mais de meios tecnológicos, que são, por muitas vezes, desconhecidos para essas gerações. Portanto, de maneira análoga ao que aconteceu durante a Revolução Industrial, os indivíduos acostumados com os modos de trabalho anteriores as tecnologias, são prejudicados no que tange às oportunidades de emprego.

Destarte, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego(MTE) a criação de leis que obriguem as empresas a diminuirem a carga de trabalho, como também a destinarem ao menos 30% das vagas de emprego às pessoas com dificuldades na utilização das novas tecnologias. De modo a incluir as gerações anteriores aos Millennials as novas práticas das startups. É dessa forma que as empresas serão mais inclusivas e coerentes com os modos de vida das gerações.