Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 08/12/2020

O filme norte americano “A rede social” narra a história de jovens que, por meio de uma startup, fundaram uma das maiores empresas de comunicação atualmente. Análoga à obra, observa-se uma intensificação da presença de indivíduos da geração Millennial nesses tipos de companhias devido aos seus benefícios. Nesse sentido, a mudança de mentalidade e as vantagens no campo trabalhista são aspectos que devem ser debatidos.

Em primeiro plano, deve-se salientar que o ingresso desses jovens se deve à troca de perspectiva no que tange o mundo do trabalho, uma vez que tentam conciliar essa vertente com a qualidade de vida e diversão. Sob esse prisma, com as transformações socioeconômicas e tecnológicas sofridas após a “década perdida” no Brasil, houve uma certa estabilidade que incentivou a criação de novas modalidades de emprego. Com isso, as pessoas das gerações posteriores possuem concepções distintas de seus pais, os quais viveram em períodos de instabilidade financeira, e que, portanto, buscam um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Sendo assim, deve-se fomentar o crescimento dessas microempresas para manter o mercado nacional aquecido e diversificado.

Além disso, as startups inovam no modo de trabalhar por serem flexíveis, terem pouca burocracia e saberem utilizar a tecnologia a seu favor. Partindo dessa perspectiva, o economista Klaus Schwab, no livro “a quarta revolução industrial”, afirma que, depois da revolução técnico e científica, a internet e os meios de comunicação ampliaram as formas de exercer uma profissão por proporcionarem maior flexibilidade e que, para isso, deveria haver uma maior capacitação para continuar com esse meio de produção. Logo, pode-se inferir que as várias formas de produzir, como o home office, são estimulados por essas pequenas companhias por procurarem inovar no setor trabalhista. Desse modo, deve-se investir na qualificação profissional de aprendizes para a continuação do aprendizado.

Destarte, torna-se indubitável a necessidade de medidas que estimulem esse desenvolvimento. Por certo, o ministério da economia deve apoiar economicamente essas organizações, mediante a concessão de empréstimos a juros baixos, os quais podem ser cobrados posteriormente, a fim de desenvolvê-las. Ademais, o ministério da educação deve fazer um planejamento orçamentário que também vise à qualificação profissional, por meio da criação de cursos capacitores, os quais enfatizem o conhecimento tecnológico e empreendedor, com o objetivo de assistir à população das gerações millennial e consecutivas. Por consequência, mais startups nacionais alcançaram o patamar que foi visto na produção cinematográfica e, assim, haverá um país melhor.