Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 19/12/2020
De acordo com os historiadores, a percepção dos indivíduos acerca do momento no qual estão inseridos foi alterada após a Revolução Francesa, em 1789, evento que estimulou análises sobre a repercussão histórica de fenômenos que transformam estruturas sociais ainda enquanto eles acontecem. A partir dessa racionalização, a geração y, séculos depois, pôde criar projetos inovadores para resolver os problemas de seu tempo, já imaginando os futuros benefícios que eles gerariam para o corpo social. Entretanto, para examinar a relação entre a geração de Millennials e as startups, é preciso compreender como esse grupo se relaciona com os riscos e a burocracia em seus empreendimentos.
A priori, nota-se que os desenvolvedores de startups mostram confiança para investir nelas ainda que uma de suas principais características, a inseguraça, possa causar grandes prejuizos financeiros. Isso ocorre porque, a partir da consciência de conjuntura, acreditam estar fazendo um trabalho necessário para o melhor funcionamento da sociedade. Além disso, geralmente associam os riscos ao valor da proposta, visto que são inversamente proporcionais a concorrência. A exemplo disso, a empresa Airbnb, ao oferecer aos viajantes estadia na casa de pessoas locais que disponibilizam quartos na plataforma por um valor abaixo do ofertado pelos hotéis, convergiu com a atuação das redes de hotelaria, assuminto, então, os altos riscos dos investimentos serem perdidos se a proposta não fosse bem aceita. Logo, cabe refletir acerca dos perigos de endividamento caso as ameaças de insucesso se concretizem.
Ademais, cabe citar que, segundo o sociólogo Max Weber, a burocracia contribuiu para o desencantamento do mundo, através da impessoalidade e racionalização. Sob essa ótica, os jovens Millenials buscam trazer seus princícios para o empreendimento, a medida que se afastam da burocracia. Dessa forma, cresce o número de restaurantes veganos e diferentes setores de comércio que são voltados à cultura africana ou às mulheres como forma de resistência aos preconceitos sociais enraizados. Assim, a pessoalidade que colocam em seus projetos gera identificação com a tribo social para a qual são voltados e cria uma base de clientes mais forte.
Depreende-se, portanto, que os jovens incluidos na geração y se arriscam na formação de startups devido a conexão que criam com o serviço ou o produto ofertado. Dessa forma, é dever das escolas ofertar educação financeira não apenas aos seus alunos, mas também fornecer cursos externos para os pais interessados. Para isso, é preciso capacitar os professores através de especializações com profissionais da área financeira, de forma que possam transmitir os conteúdos da forma mais didática possível aos pais e alunos, para que as futuras startups não lesem seus desenvolvedores financeiramente.