Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 02/04/2021
Segundo o livro “Empreendedorismo para Subversivos”, do empresário Facundo Guerra, para começar um negócio não precisa ter dinheiro, especialmente em tempos de financiamento coletivo, pois, pessoas não querem mais produtos ou coisas, elas querem uma visão de vida. Visto isso, é possível mencionar que a perspectiva apresentada assemelham-se as ideias dos nascidos entre os anos de 1979 e 1995, também conhecidos como Millennials. Essa geração em questão desenvolveu um perfil concentrado na necessidade de sentido em tudo que cerca suas vidas incluindo o trabalho. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa incentivar o progresso do movimento socioeconômico iniciado por essa geração.
Primeiramente, é notável que essa geração teve como influência a ascensão dos vídeo-games, que se dava paralelamente ao seu crescimento. Posto que, os jogos são estruturados de maneira que acostume o usuário a sentir satisfação com o cumprimento de tarefas pensadas para que este obtenha sucesso, dividindo um problema maior em diversas partes menores, facilitando uma projeção de vitória. Por conseguinte, essa geração vê-se intimidada por problemas sem garantia de sucesso, como se mudar da casa dos pais. Por outro lado, estimulou-se a resolução de problemas em escopo fechado, com o equilíbrio entre esforço e recompensa, voltando o foco de cada situação cotidiana á experiencia gerada, surgindo assim o processo conhecido como gamificação, presente em diversas empresas em estágio inicial conhecidas como startups.
Nesse sentido, abriu-se caminho para trabalhar com propósito de forma barata, promovendo mudanças tanto na experiência dos clientes quanto na dos funcionários. Por exemplo, o surgimento de aplicativos como Uber e Airbnb, que reforçam um valor maior em usufruir que possuir. Além disso, impulsiona-se o movimento de home-office que revoluciona a relação entre pessoa e trabalho. Assim, evidenciam-se os benefícios vindos dessa geração através da transformação da conexão entre produto e consumidor colocando como ponte entre esses uma coisa que é intangível, que não está necessariamente associada a função do produto e sim ligada ao sentido de viver e se sentir vivo.
Entende-se, portanto, que é necessário o impulsionamento desse movimento. Para tanto, cabe ao Ministério da Economia, incentivar a abertura de startups, para que continue-se gerando soluções criativas e baratas para problemas populares, por meio de incentivos de apadrinhamento de empresas maiores e já estabelecidas, oferecendo em troca a diminuição de impostos. Dessa forma, essas novas ideias continuarão trazendo engajamento, sustentabilidade e impactando positivamente mais pessoas.