Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 15/04/2021
De fato, a presença de millennials no mercado de trabalho tem sido perceptivamente maior e mais significativa, o que também é indicado por pesquisas, como a realizada pelo itaú BBA, a qual indica que 50% da força de trabalho atuante pertence à geração em questão. A geraçao Y tem demonstrado particular interesse pela atuação em startups, que suprem melhor sua avidez por liberdade e engajamento, além de outros aspectos.
Dentre esses aspectos, figura a preferência do milenial em empenhar sua força de trabalho em projetos nos quais ele acredita e que estejam alinhados éticamente com sua própria postura. Uma evidência disso, é o aumento da disponibilidade, no mercado, de produtos sustentáveis, veganos e que não exploram animais, já que estas são pautas de interesse dos millennials, que além de força de trabalho, são também grande parte do mercado consumidor.
Além disso, não é do interesse da geração Y a consolidação de uma carreira tradicional dentro de empresas estruturadas no modelo clássico de hieraquias e corporativismo. É de maior importância para os millennials que a empresa ofereça um modo e um ambiente de trabalho que não estejam alinhados com os aspectos anteriormente citados, mas sim que proporcione ambiente propício ao trabalho em equipe e que garanta flexibilidade e liberdade criativa.
Portanto, dada à relação intrínseca entre startups e millennials, seria extremamente interessante aproveitar o potencial desse grupo no desenvolvimento da economia do país, criando, simultaneamente, circunstâncias facilitadas para a abertura de novas startup e empregos, o que pode ser feito a partir de uma colaboração publico-privada encabeçada pelo Ministério da Economia, a fim de liberar crédito facilitado a juros baixos, e criar espaços nos quais os interessados possam desenvolver habilidades necessárias para atuação nessa área, como conhecimento de business, tecnologia e administração.