Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 16/05/2021
A obra “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade ideal ausente de quaisquer formas de empecilhos sociais. Muito distante, o cenário brasileiro atual é antagônico ao de More, pois a relação das startups e a geração Millennials ainda é debatida com impasses. Torna-se evidente, portanto, a criação de medidas as quais visem à mitigação dos impasses, tais quais a habituação do conservadorismo econômico e a arcaicidade escolar.
É de crucial importância, mormente, analisar a teoria da filósofa Hannah Arendt, no livro “Eichmann em Jerusalém”, a qual diz respeito à naturalização de diversas problemáticas e suas consequentes banalizações. Dessa forma, a realidade brasileira atual da naturalização dos discursos conservadores acerca do empreendedorismo, o que afeta a criação das startups, relaciona-se com a ideia de Hannah. Essa realidade é grave justamente porque ocasiona a banalização do descrédito, principalmente, aos que não conhecem o potencial das startups, tanto no contexto social, quanto no contexto econômico, fazendo que a geração Millennials econtrem barreiras para usufruir de sua capacidade empreendedora. Assim, enquanto o conservadorismo econômico for a regra, o aumento de desenvolvimento de startups por essa geração será a exceção.
Outrossim, convém ressaltar o teórico papel das escolas de formar valores para os indivíduos se inserirem na sociedade. Dessa maneira, o pedagogo Paulo Freire, na obra “Pedagogia do Oprimido”, entendia que as metodologias escolares hodiernas são arcaicas, o que torna os jovens despreparados ao mundo atual. Isso ocorre por predominar métodos voltados à entrada nas faculdades, o que secundariza à formação de valores, como a criatividade e a autonomia, os quais são cruciais no cenário da globalização. Corroborando essa visão, a ínfima atuação da geração Millennials, a qual tem grande potencial no ramo das startups, é devido à carência de estímulos para desenvolverem os valores em falta nas escolas arcaicas. Nesse ínterim, se a arcaicidade persistir, a produção de projetos com grande importância social e econômica continuará sendo uma realidade oposta à contemporânea.
Urge, por conseguinte, a atuação do Ministério da Educação, promover ações socioeducativas, por intermédio da inserção de aulas sobre empreendedorismo e, também, práticas para desenvolver a autonomia e criatividade, na grade curricular das escolas. Tal ação seria mediada por profissionais especializados na área financeira, tudo isso tendo o fito de estimular os Millennials a potencializarem valores ímpares no mundo globalizado e, destarte, potencializar a criação das startups.