Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 02/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retrarada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a insatisfação no trabalho de uma parcela significativa dos brasileiros, a chamada geração Y, apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de Mais . Esse cenário antagônico é fruto tanto da base educacional lacunar, quanto à negligência do Estado. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a insatisfação no trabalho de grande parte da geração Y, deriva da base educacional lacunar, uma vez que essa parcela da sociedade que já representam a maioria da população brasileira, caracterizam-se pela busca ao bem estar laboral, aliado à liberdade e flexibilidade. Todavia, apenas uma pequena parte dessa geração alcançam tal realidade, visto que empresas como startups, muito cobiçadas pelos “Millennials”, tendem a necessitar de mão de obra mais qualificada, atuando com um novo segmento no mercado, com forte presença das tecnologias. Nesse sentido, o filósofo Immanuel Kant defende que, “O ser humano é aquilo que a educação fez dele”. De acordo com tal premissa, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Desse modo, faz-se mister maior investimento na educação, de forma urgênte.

Ademais, é prudente ressaltar a omissão do Estado como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, nota-se que o governo tem sido ineficiente em estimular o surgimento de novas empresas como startups, que caracterizam-se pelos seus ambientes menos hierárquicos e burocráticos, diferenciais importantes para a geração Y. Esse contexto de inoperância das eferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as teorias como presentes na sociedade, todavia sem cumprir sua função social com eficácia. Em sintese, vê-se necessário que o poder público encoraje ou surgimento de novas modelos de negócios, bem como uma transformação da cultura presente em empresas tradicionais, tornando-as atrativas.

Assim, medidas exequiveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de tornar o mercado de trabalho mais interessante para a geração Y, necesita-se, que o Ministério da Educação direcione o capital que, por intermédio das escolas, será revertido no potencial de desenvolvimento do aluno, onde mesmo desenvolverá durante o ensino médio, um plano de negócio inovador, que deve ser apresentado para empresas dispostas em investir. Desse modo, em médio e longo prazo tal impasse será atenuado, alcançando então a Utopia de More.