Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/11/2021
A partir do início do século XX, teve início uma mudança na demografia mundial caracterizada pelo envelhecimento populacional. Este fenômeno foi deflagrado no Brasil a partir da década de 1950 e, diferentemente do resto do mundo, apresentou-se de forma acelerada.
Paralelamente, ocorreu inigualável avanço tecnológico, sendo observadas muitas mudanças correlacionadas dentre elas o encurtamento temporal entre gerações com notáveis modificações em seu modo de viver e enxergar o mundo. Nos últimos 60 anos são caracterizadas, pelo menos, quatro gerações, indo dos Baby Boomers (elevada taxa de natalidade), à atual Geração Z. Os indivíduos que compõem a geração anterior à atual, conhecida como Geração Y, nasceram no começo da década de 1980 até meados dos anos 1990, e são também chamados de Millenials. Pode-se dizer que eles nasceram e cresceram concomitantemente ao avanço tecnológico.
Este contexto favoreceu características psicológicas próprias, com vantagens e desvantagens inerentes ao processo. Estas pessoas são muito ativas e ávidas por conhecimento. Não buscam bons salários se isto não representar valorização por parte do empregador atrelado ao direito de ser proativo. Do ponto de vista sociológico, são preocupados com as causas sociais, o meio ambiente, valores morais, dentre outros. Em contrapartida, boa parte deles apresentam ansiedade, são imediatistas, pouco resilientes, e têm dificuldade em focar e criar raízes.
O modelo profissional desta geração são empresas fortemente tecnológicas, denominada startup, com poder social transformador, que traga produto e serviços inovadores e, por todas essas características, são atividades de alto risco.
O panorama mundial atual é de incerteza e rapidez. Logo, as startups, sob muito aspectos, respondem a essas necessidades da sociedade contando com indivíduos jovens, com característica apropriadas, e aptos para atuarem em empresas com este perfil.