Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 17/11/2021
A cantora brasileira Elis Regina, em um trecho da sua música “como os nossos pais”, cita que a mudança é inevitável e que, segundo ela: “o novo sempre vem”. De fato, a compositora fazia referência a geração Y, também conhecida como “millennials”, que é responsável pela introdução de novas tecnologias no mercado nacional, entre elas as “startups”. No entanto, apesar de revolucionário, esse segmento mercadológico põe em risco a qualidade do processo criativo acarretando problemas para a economia do país.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o impasse de jovens em se tratando da autonomia de criação deriva do baixo estímulo cognitivo no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nesse viés, Hannah Arendt - expoente filósofa alemã - explicita que ao abdicar do pensamento crítico os indivíduos perdem a capacidade de escolha e sucumbem aos acontecimentos aos quais são submetidos. Desse modo, a geração Y faz parte da gama de pessoas tenras imersas nos processos tecnológicos e, com a criação das “startups”(termo em inglês que significa dar início a algum projeto ou visão inovadora), buscam apoio de entidades para aplicação de suas ideias, porém, muitas vezes, não refletem sobre a viabilidade destas e, dessa forma, não concluem seus projetos e efetivam o pensamento da estudiosa alemã ao sofrerem consequências decorrentes da omissão reflexiva. Sendo assim, é incoerente que a vinda de algo novo como dito por Elis não seja sinônimo de inovação.
Ademais, vale salientar que, enquanto houver pouca iniciativa na implementação de metas no mercado em relação às “startups”, haverá prejuízo econômico. Nessa perspectiva, a ex-presidente Dilma Russeff mencionou que momentos de dificuldade só serão vencidos mediante ajustes na economia. À vista disso, os acertos mais urgentes no cenário atual são incentivos estatais para os “millennials” visando aumentar a circulação e produção de boas ideias sobre os diversos setores do mercado, visto que a falta de aplicação de verbas governamentais corrobora para inserção de profissionais incapacitados para lidar com os processos criativos exigidos nos negócios e contribui para a estagnação da economia. Nesse sentido, tal objeção contraria os planos difundidos por Dilma.
Portanto, a fim de encontrar medidas eficazes entre as “startups” e a geração de “millannials”, convém analisarmos soluções plausíveis. Para tanto, faz-se mister que o Estado invista em políticas públicas volta para as empresas privadas que icentivam negócios crescentes, por meio de aplicações de verbas, além de debates escolares com empreendedores experientes que conheçam a fundo como funciona o mercado e economia, com o fito de mitigar o entrave criativo vivenciados por jovens da geração Y e alavancar a circulação monetária nacional.