Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 19/11/2021

Segunda a Declaração Universal de Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidades e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada quando se trata do debate sobre a relação das startups e a geração de Millenials. Com isso, em virtude da falta de consciência social e da falta de investimentos públicos, um cenário adverso se instala, sendo imperativo que esse seja minorado.

Dessa forma, em primeira análise, a falta de consciência social é um obstáculo na resolução do problema. Sobre isso, Bauman, célebre filósofo e sociólogo polônes, afirma que os valores da sociedade estão colonizados pela lógica de mercado. Nesse viés, é possível perceber conflitos a partir das  diferentes perspectivas de vida profissional, de acordo com a entrada de novas gerações no mercado, quando as carreiras mais conservadoras começam a perder força, dando lugar a novas profissões, criadas à partir da “Revolução Tecnológica” que amplia os espaços geográficos, acelera os processos de comunicação e os meios de se apropriar de uma ideia. Assim, salientar as modificaçoes  do mercado causadas pela evolução social, para todas as gerações presentes na hodiernidade, é urgente.

Além disso, a falta de investimentos públicos é causa secundária do problema. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias anual do governo federal, o valor disponível para investimentos públicos em 2021 é de 1,5 bilhão de reais, sendo, inclusive, maior do que dos anos anteriores. Nessa lógica, é possível perceber que o grande entrave do Brasil com relação às receitas públicas, não é a a sua disposição, mas sim a sua distribuição, pois em relação à questão das startups e da geração de Millennials, há um evidente descaso que se comprova pela ausência de programas que contribuam de modo efetivo com o desenvolvimento e a construção de novas startups, deixando uma grande parcela dessa geração que a possui como modelo de ofício, sob a tutela de investidores privados. Assim, grandes oportunidades de crescimento para o país são perdidas, pois não foram observadas.

Portanto, o Poder Executivo que, juntamente com o Legislativo e o Judiciário, compõe o Estado e assegura a implementação e execução de leis e garantias sociais, deve criar um conjunto de ações, por meio de campanhas midiáticas que dialoguem com as gerações próximas à geração Z, no sentido de aproximar os ofícios mais conservadores dos contemporâneos. Tais ações devem acontecer numa dialética entre as habilidades e as preferências de cada geração, com ênfase à abertura de sentidos para um novo meio de se produzir, distinto do tradicional. Em paralelo, compete ao Poder Publico, por meio de verbas governamentais, criar programas específicos de investimentos para startups nacionais, a serem contempladas mediante rigoroso processo seletivo.  Somente assim, os preceitos da Declaração Universal de Direitos Humanos serão uma realidade mais próxima.