Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 22/02/2022
No dorama coreano “Start Up”, é retratado várias histórias sobre jovens da geração Millennials, mostrando como e por que eles foram para empresas iniciantes. Nesse sentido, o foco da série, além do casal principal, é exibir as grandes incertezas e os perigos de se trabalhar em uma startup. Fora da ficção, é fato que a trama apresentada pode ser relacionada ao mundo real, apresentando suas dificuldades, como a alta rotatividade e a falta de estabilidade.
Decerto, as pessoas da geração Y são conhecidas por gostarem de se sentir valorizadas, por serem impacientes e impulsivas, por isso muitos trabalhadores jovens deixam seus negócios, seja por mudanças de planos ou por aceitar ofertas de outras startups e isso provoca dificuldades no crescimento da empresa. Segundo Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ele afirma que: “A elevada rotatividade gera um comportamento ruim nos agentes da economia. Na maioria dos casos, há menos capacitação dos trabalhadores e as empresas se dispõem a ensinar menos”.
Além disso, a falta de estabilidade é, com certeza, uma marca das startups. Por isso, nem sempre, elas são os lugares corretos para quem pensa em construir uma carreira longa. De acordo com um levantamento da aceleradora Startup Farm de 2016, 74% das startups brasileiras fecham após 5 anos de existência e 18% antes de completarem 2 anos. A pesquisa aponta que, brigas entre sócios e desalinhamento entre a oferta e as necessidades do mercado são alguns motivos.
Portanto, é de suma importância que o Estado tome providências. Para a conclusão do problema, exige-se que a Consolidação da Leis do Trabalho (CLT) crie, por meio de verbas, investimentos, leis que façam as empresas terem mais flexibilidade, pois as gerações mais novas gostam de se sentir valorizadas em seus empregos. Dessa forma, será possível combater as múltiplas incertezas de se trabalhar em startups.