Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 24/02/2022
Pode se dizer, que a Revolução Técnico-Científico-Informacional, que possibilitou a existência da modernidade tecnológica como conhecemos hoje, tenha causado a “liquidez” nas relações atuais. Como diz a teoria do sociólogo Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida. A tecnologia tornou algumas coisas banais, como a relação dos jovens com o trabalho. As startups surgem por demanda da geração nascida ao redor da internet que discorda do tradicional modelo trabalhista.
Os millennials, como nasceram com os avanços tecnológicos resultados da terceira revolução industrial, criaram uma identidade única. Se desenvolveram de maneira mais conectada e curiosa por conta da internet. Tornando-se mais engajados com a ética e o autocuidado do que as gerações anteriores. Portanto, ao crescer exigiram ambientes corporativos que satisfaçam seus valores.
Além disso, essa geração é muito importante para o mercado de trabalho, pois segundo pesquisado pelo banco Itaú BBA, ela representa mais de 50% da força de trabalho atual no Brasil. Deste modo, as startups surgem propondo mais liberdade, participação do profissional e maior flexibilidade em seu sistema. Soando convidativas para a geração.
No entanto, essas empresas podem ter seu padrão flexível lido como infrequente. Toda a sua estrutura causa comportamento instável em seu sistema. Como a constante troca de empregados e a falta de infraestrutura, direcionando muito trabalho para um funcionário de função específica. Portanto, elas não possibilitam uma carreira para os jovens e também ocasionam a insegurança no trabalho.
Em virtude dos fatos mencionados, as startups prejudicam os novos trabalhadores, tanto quanto os ajudam. Assim, necessitando de auxílio governamental. Dessa maneira, o Ministério do Trabalho, como órgão responsável pela área, precisa propor uma reforma na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De modo que se adequa a todos os modelos antiquados e atuais de empresas presentes no país. Para assim, trazer estabilidade para as startups, acabando com a “liquidez” de seus sistemas e ao mesmo tempo modernizando corporações antigas. Propondo mais escolhas de modo seguro para os jovens.