Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 17/07/2022

Segundo Hegel, o trabalho é um processo que atende as necessidades das pessoas, que, segundo Maslow, vão desde as fisiológicas até o autodesenvolvimento. Historicamente, o trabalhador atendia as necessidades de outras pessoas e não as suas. Entretanto, as startups estão modificando essa prática para atenderem a geração millenials, ou seja, os nascidos entre 1979 e 1995, que querem ter melhor qualidade de vida com o uso da tecnologia que dominam. As empresas tradicionais que não se adaptarem correm o risco de perderem seus melhores profissionais.

Primeiramente, o trabalho nas startups tem horário flexível. O Google, por exemplo, desde seu início como startup, tem espaço para lazer no local de trabalho. Assim, os funcionários podem trabalhar e descansar no horário que lhes for mais conveniente. Dessa forma, a geração millenials prefere esse ambiente de trabalho ao tradicional onde não existe essa flexibilização.

Em segundo plano, a startup por mais que cresça não abandonará seu espírito inovador. Continuando como exemplo o Google, seus colaboradores são incentivados a desenvolverem novas tecnologias. Para tanto, suas ideias são transformadas em projetos que viram startups e os resultados, inclusive os financeiros, são distribuídos entre a equipe. Por isso, a geração millenials prefere esse incentivo a um plano de carreira das empresas tradicionais.

Portanto, os investidores de empresas tradicionais devem atender melhor às necessidades dos seus profissionais, a fim de bloquearem o risco de perde-los. Nesse sentido, devem flexibilizar as horas de trabalho, incentivar a inovação tecnológica e criar incentivos financeiros para o resultado das operações. Isso pode ser levado a efeito com banco de horas, melhorando continuamente os processos e com participação nos lucros.