Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 24/07/2022

O sucesso musical “Am I Wrong” de Nico e Vinz questiona em seus primeiros versos se escolher novos caminhos é errado. Essa reflexão pode associar-se à onda crescente de milennials que buscam inovar no mercado de trabalho. Contudo, a falta de diferenciação entre a vida pessoal e profissional e a carência de validação com o público podem ser fatais às startups.

Primeiramente, startups - segundo o Sebrae - são empresas que nascem em torno de uma ideia diferente, escalar e em condições de extrema incerteza. O investidor e mentor Yuri Gitahy apontou para a Exame como um dos erros comuns de empreendedores, por imaturidade e cultura, chamar amigos e familiares para o projeto. Desse modo, não sendo estabelecidos claramente direitos e deveres, talvez por medo de fragilizar a relação pessoal, criadar-se-ão lacunas no meio profissional que podem levar às ruínas.

Além disso, a jornada dubitável do crescimento exige uma relação a se estreitar com o público alvo. De acordo com o sócio da MSW Capital, Richard Zeiger, “uma empresa reconhecida no mercado legítima o produto das startups, principalmente naquelas que estão no início de suas jornadas”. Notada como narcisista pela revista Distrito, a geração de millennials precisará deligar-se dessa característica. Assim, com humildade, provará para aqueles que a conheçam ser tanto quanto diz ser.

Logo, visando conferir aos novos empreendedores maior noção prática desse igualmente novo formato empresarial, o Ministério do Trabalho e Previdência social deve intervir. Para tal, poder-se-ia oferecer aos cidadãos adultos interessados, um conjunto de aulas teóricas e de campo que conferisse aos mesmos capacidade de montar um negócio estruturado e validado por profissionais competentes. Assim, seriam gerados mais empregos de qualidade e moveria positivamente a economia do país com a criação de mais MEIs.