Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 10/11/2022

Ao analisar o mercado de trabalho atual, vê- se que a participação de startups é crescente. Isso se deve à flexibilidade e agilidade em resolver problemas que esse tipo de empresa possui. Desse modo, para acompanhar o ritmo acelerado do mercado, o empregado precisa ter qualidades que se encaixam nos requisitos das startups. Atualmente, a geração que mais conseguiu se adaptar às exigências foram os Millennials, ou seja, aqueles que nasceram entre 1979 e 1995 e são mais familiarizados com a dinâmica flexível não só no trabalho, mas também na vida pessoal. Com características que se complementam, startups e geração Y revolucionaram as relações de trabalho, e por isso, enfrentam desafios igualmente novos.

Em primeira análise, está a globalização e a Revolução 4.0. Essas novas tendências mudaram drasticamente as relações comerciais e permitiram diversas formas de trabalho, como o trabalho remoto, e a necessidade de criatividade e senso crítico, já que as demais atividades podem ser executadas por compitadores. Assim, não basta o trabalhador executar tarefas repetitivas, como no fordismo; ele precisa se qualificar em diversas atividades ligadas ao controle de ferramentas digitais e integração entre o virtual e o humano, a fim de permitir que as máquinas executem a maior quantidade de trabalho possível e maximizem o lucro.

Ademais, devido a flexibilidade dos Millennials, a necessidade de uma menor rigidez na jornada de trabalho diária é essencial. Visto que essa geração busca equilíbrio, eles tendem a valorizar a vida pessoal tanto quanto a profissional, não estando dispostos a sacrificar tudo pelo trabalho. Assim, para manter uma boa relação de trabalho com o empregado, a possibilidade de escolher horários, locais, ou modos de trabalhar que se adaptem aos valores pessoais dele costuma ser oferecida nas startups, fruto também das revoluções tecnológicas do século XXI.

Destarte, para criar a melhor relação possível entre Millennials e startups, o Poder Judiciário, mais especificamente o Ministério da Fazenda, deve investir na implementação de novos modelos de trabalhos, por meio de qualificação gratuita dos trabalhadores e incentivo fiscal a dinâmicas que favorecem a qualidade de vida e a satisfação profissional.