Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 17/10/2024

A revolução industrial, do XVIII, deu origem a um novo mundo transformado pelas novas formas de trabalho, pelas tecnologias e pelo desenvolvimento de uma sociedade moderna. A partir disso, observa-se como o advento tecnológico tem o poder de influenciuar as relações sociais e trabalhistas. No Brasil, isso se evidencia à medida que avaliamos a relação das startups e a geração de Millennials.

Precipuamente, pode-se observar que os jovens têm fugido do ambiente corporativo enrijecido por normas de conduta buscando aumentar a qualidade de vida no trabalho. Diante disso, a geração de Millennials construiu novas formas de trabalho com liberdade criativa, flexibilização de horários e inovação tecnológica, o que transforma as empresas com esse perfil, as startups, nos lugares mais desejados para trabalhar, como confirma a pesquisa mais recente do Computer World sobre esse tema. Dessa maneira, avalia-se, também, os benefícios psicológicos que essa flexibilização pode gerar nos funcionários, já que os fatores supracitados contribuem para o aumento do bem estar, impedindo, por exemplo, a Síndrome de burnout que é causada pelo esgotamento profissional.

Em contrapartida, admite-se que tal modernidade pode trazer malefícios para as empresas. À exemplo disso, destaca-se a implementação das salas de jogos nas startups, que pode promover a redução da produtividade da empresa, visto que, com o uso dos recursos de distração no trabalho os colaboradores podem utilizar tais espaços de forma equivocada e deliberada, fazendo com que o tempo de realização das atividades corporativas seja diminuido em prol de aumentar o tempo de lazer. Segundo o site Distrito.me, o estudo comportamental concluiu que os Millennials raramente são vistos se sacrificando pelo serviço, portanto, o uso irrefreado da inovação aumenta a falta de comprometimento e produtividade.

Em suma, denota-se a necessidade de regulamentação dessa modernidade nas empresas. Para tanto, cabe ao Ministério do Trabalho, criar diretrizes para definir o tempo máximo de lazer durante o período de serviço, considerando os benefícios e os malefícios dessa prática. Além disso, por meio de agentes fiscalizadores, garantir o funcionamento dessas normas, a fim de que a inovação seja apenas benéfica, tanto para a economia do país, quanto para a sociedade brasileira.