Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 18/09/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, a escassez de recursos nessa área impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando uma posição considerável na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na precariedade do SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com o site MV (Blog de Gestão Hospitalar), o Brasil está cerca de 5% a menos de investimento que a média mundial. Diante do exposto, a população sofre com o descaso para conseguir tratamento de doenças como câncer, realizar hemodiálise, conseguir remédios, entre outros atendimentos mais simples nas filas dos hospitais pelo país.
Faz-se mister, ainda, salientar o má administração pública como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o desvio de verbas públicas praticado por políticos e funcionários corruptos afeta direta e indiretamente toda a máquina administrativa. Também, gestores sem qualificação adequada contribuem para que a pouca verba não seja administrada adequadamente.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa forma, o Brasil poderia superar a polêmica da saúde pública, através de cursos de reciclagem para funcionários da área de saúde, e estes poderiam ser oferecidos a nível federal pelo Ministério da Saúde. Como também, realizar uma mudança nos principais cargos de gerência de hospitais e outras unidades públicas para que diminuam os casos de desvios de verbas nestes órgãos. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições de organização social e econômica deste setor público.