Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 01/10/2018

“Saúde é um direito de todos e dever do Estado." Assim diz a constituição brasileira de 1988. Contudo, em 2013, centenas de jovens precisaram ir às ruas com o intuito de chamar a atenção dos governantes  para realizarem mudanças, exclusivamente na área da saúde, haja vista que tal, mesmo sendo essencial, não é tratada com prioridade. Dessa forma, conclui-se que mesmo depois de uma expressiva melhoria nas últimas três décadas, o país, inquestionavelmente, necessita de grandes melhorias.

O Brasil possui cerca de 200 milhões de habitantes, dentre eles, mais de 150 milhões de pessoas dependem unicamente do SUS - Sistema Único de Saúde - que foi criado após uma pressão popular na década de 1970, conhecida como Reforma Sanitarista. O programa de saúde é um dos mais completos do mundo e atualmente serve como modelo para outros países. Porém, apesar de ter um eficaz planejamento, o atendimento é precário, existem poucos médicos, os quais muitos são despreparados, e uma grande deficiência nas infraestruturas e distribuições dos postos de atendimentos.

Em virtude dessas deficiências, o governo em busca de atender aos protestos dos jovens, em 2013, criou o programa Mais Médicos, que visava melhorar as condições de saúde no país. O objetivo era atrair médicos recém-formados, sobretudo, estrangeiros, para atenderem em regiões mais necessitadas. Porém, cabe ressaltar que não adianta aumentar a quantidade de profissionais, caso não haja investimento em transportes e medicamentos. Ademais, é válido lembrar que o desvio de verbas e outros atos de corrupção, são fatores que proporcionam um cenário de maior decadência para o país.

Mesmo levando-se em consideração a atual crise econômica, os investimentos na saúde não podem ser cortados, visto que grande parte da população depende dessa assistência. Como medida paliativa, o governo federal deve cortar gastos de outras áreas, e através do Ministério da Saúde, intensificar os investimentos em mais medicamentos, transportes e nas estruturas hospitalares, para que uma maior parte da população tenha acesso fácil. Além disso, tendo em vista os altos gastos com as doenças, é importante que que o Ministério da Saúde em parceria com as mídias digitais, oriente a população com medidas profiláticas, evitando assim, que o sistema seja sobrecarregado com problemas que seriam facilmente resolvidos.