Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 03/10/2018

Adotada, em 1948, pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantir a dignidade humana. Entretanto, o Brasil é omisso na efetivação dessas garantias em relação à saúde pública. Logo, isso é evidenciado por meio da falta de investimento monetário, bem como por via da desigualdade social.

Primordialmente, o Sistema único de Saúde( SUS) foi implantado em 1988 para fornecer saúde pública de qualidade. Contudo, a falta de recursos financeiros ocasionou a degradação do sistema. Destarte, o Brasil se omite na oferta da saúde igualitária e , de acordo com a obra do escritor Gilberto Dimenstein, “Cidadão de Papel”, as leis brasileiras são teóricas e direitos básicos - como saúde de qualidade - ficam apenas no papel e não na prática. Prova disso, segundo o site G1, o Brasil fica abaixo de outros países, como o Canadá, no investimento em Saúde.

Ademais, na obra " O cortiço", de Aluízio Azevedo, a precarização da saúde para os mais pobres é um impasse social brasileiro. Por conseguinte, a desigualdade social está infiltrada no tecido social brasileiro. Nesse sentido, quem pode pagar plano de saúde acaba recebendo um atendimento de melhor qualidade. Consequentemente, isso é ainda mais severo nas zonas rurais, porque o investimento na saúde pública é ainda menor.                 Portanto, investimentos são necessários para garantir a equidade entre os cidadãos. À vista disso, é dever do Poder Executivo destinar maiores verbas ao SUS, por meio do corte do teto de gastos para esse setor, com o objetivo de comprar equipamentos, medicamentos e contratar mais funcionários, para que a saúde igualitária seja fornecida. Outrossim, o Ministério da Saúde deve construir postos de atendimentos em zonas rurais, por meio de verbas do Estado, para que essa área, também, receba saúde pública de qualidade. Assim, o Brasil poderá fazer jus à Declaração de 1948.