Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 08/10/2018

Como descrito por Newton, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que uma força externa suficiente atua sobre ele, vendo sua inércia. Esta é, infelizmente, a atual conjuntura da saúde pública no Brasil: uma inércia que persiste em detrimento de falta de profissionais e estrutura precária em muitos hospitais. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Como primeira constatação observa-se que preocupações associadas à saúde pública não apenas existem como vêm crescendo diariamente. Outrossim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1988, garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, seguindo os últimos dados relacionados a essa problemática, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja isto que é corriqueiro evidenciar e vivenciar a escassez de profissionais de saúde no âmbito hospitalar, desde médicos à técnicos de enfermagem, principalmente no interior dos estados, o que influencia diretamente na qualidade desse direito assegurado pela ONU, acarretando à acentuação do problema exposto.

Faz-se mister, ainda, salientar a precariedade das estruturas hospitalares como impulsionador do problema. Diante disso, para que um indivíduo seja igualitário e coeso é necessário que todos os direitos do cidadão sejam garantidos, porém, não é bem isso que se observa na prática, tendo em vista que é comum tomar conhecimento, seja por propagandas televisivas ou redes sócias, das condições deploráveis de aparatos necessários como falta de leitos para a quantidade de paciente, carência de medicamentos e ausência de equipamentos para a realização de exames. Tais feitos favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um país melhor, vencendo a inércia proposta por Newton. Sendo assim, o Governo Federal deve ampliar investimentos em hospitais já existentes e construir novos principalmente em áreas de baixa renda, a fim de promover uma saúde digna a toso. Aliado a isso, é necessário que o Poder Executivo, em parceria com o Ministério da Saúde, financie projetos de incentivo a profissionais de saúde direcionado a ocupação dos mesmos no interior dos estados, através de uma ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisivas e babates em jornais, além de um bônus salarial. Destarte, conseguirá, assim, uma sociedade mais fiel à promulgação da ONU.