Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 09/10/2018
Cogita-se, com muita frequência, que a capacidade de um país lidar com questões de saúde pública é fundamental para o desenvolvimentismo. Nesse sentido, a saúde pública brasileira não recebe o investimento necessário para o correto funcionamento, o que gera problemas como falta de profissionais e longas filas de espera. Desse modo, medidas acertadas precisam ser estabelecidas, antes que a questão estabeleça um estado de caos no Brasil.
Em primeira análise, o Sistema Único de Saúde (SUS) carece de investimento por parte do Estado. Segundo o site mv.com.br, em 2010, o Brasil gastou apenas 10,7% do orçamento público com a saúde, enquanto a média mundial é de 15%. Como consequência dessa falta de investimento, falta nas unidades do SUS recursos básicos para o exercício da medicina, como luvas, agulhas e até energia. Além disso, o baixo investimento dificulta a contratação de mão de obra qualificada, pois os profissionais de saúde são, em geral, profissionais caros, como consequência, muitas unidades não oferecem o número de médicos e enfermeiros necessários. Portanto, o SUS não consegue oferecer para a população a qualidade adequada que um sistema de saúde deve oferecer a sua população.
Outrossim, quem não tem dinheiro suficiente para pagar hospitais particulares, em procedimentos mais complexos, enfrenta longas filas de espera, que podem chegar a anos, para que o procedimento médico ou exame seja realizado. Em matéria publicada na revista Veja, foi denunciado casos em que pessoas passaram anos a espera de cirurgias, que nunca ocorreram, e devido a isso, esses indivíduos vieram a óbito. Dessa forma, o SUS abrevia a vida de pessoas que, se tratadas, apresentariam melhoras em seu estado de saúde. Isso se caracteriza como uma quebra da constituição por parte do Governo, visto que o Estado deve prover saúde para todos os cidadãos.
Como se observa nos fatos supracitados, a saúde pública brasileira não consegue prover ao cidadão brasileiro, um atendimento digno aos direitos concedidos pela constituição. Diante disso, o Estado deve aumentar o investimento na saúde, por meio de reservar uma maior parcela percentual do PIB para o setor e destinar integralmente os impostos recolhidos no sistema de saúde privado para a saúde pública. Como consequência dessa ação, o SUS passará a ter todos os materiais indispensáveis para a prática médica, além de garantir que não irá faltar profissionais devido a falta de dinheiro. Ademais, o Governo deve criar parcerias com o setor privado, abatendo cobrança de impostos para hospitais que se proporem a realizar procedimentos que estão com longa fila. Somente assim, o Brasil se afastará de um possível caos na saúde pública brasileira.