Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 10/10/2018
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal do Direitos Humanos, há de garantir a todos os indivíduos o direito a saúde e do bem-estar social. Conquanto no Brasil, a saúde pública passou a ser visada apenas pela proclamação da Constituição em 1988, dando-se a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), passando a ser direito do Estado promover assistência e auxílio nos setores públicos de saúde. Porém, a realidade se mostra totalmente contrária ao papel, pois o país enfrenta diversos obstáculos, devido ao péssimo investimento e corrupção do governo, dificultando no atendimento social.
Deve-se pontuar, de início, que atualmente a saúde pública no Brasil é extremamente precária e desvalorizada pelo governo. Sendo assim, segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2014, apenas 6,8% do orçamento público do governo federal era destinado ao setor, revelando assim, junto com a crise econômica, que é evidente há falta de estrutura para suprir as necessidades da população, ou seja grande parte dos impostos cobrados da própria sociedade é destinado a outros setores, muitas vezes não tão relevantes para o país hoje, levando assim, a falta de remédios, vacinas, aparelhos hospitalares e até mesmo médicos qualificados para atender diferentes situações.
Além da falta de valorização da saúde pelo governo, os atos de corrupção também é um fator determinante para impulsionar os desafios nos hospitais públicos. Em virtude disto, o desvio de verba com a falta de transparência nas transações financeiras, que deviam ser aplicadas no fornecimento de produtos para os hospitais e salários para os funcionários ali presente, gera não só há uma falta de profissionais especializados, mas também de filas de esperas enormes para um atendimento ou cirurgia de urgência.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver os impasses. Portanto, é primordial que o Governo Federal, deva diminuir gastos públicos em áreas que não sejam relevantes por agora, e priorizar a saúde pública da população, sendo que mais de 75% depende do Sistema Único de Saúde, segundo o jornal Politize, podendo só assim investir mais na infraestrutura hospitalar e clínica, com remédios e instrumentos hospitalares. Além de antepor a formação e distribuição de profissionais qualificados para os municípios mais urgentes, com o aumento de concursos públicos e maior auxílio do governo para estes. E por fim, é de suma importância que a sociedade junto com a mídia, precisam mostrar sua indignação, investigando e fiscalizando os casos de corrupção ou falhas do sistema público, através de denúncias e reportagens, afim de assegurar uma saúde eficaz para toda a população, ou seja " a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de uma nação" Oscar Wilde.