Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 10/10/2018
Consoante a Carta Constitucional brasileira de 1988, a saúde pública é um direito de todos e dever do Estado. Embora, se comparado ao período colonial, o acesso à saúde tenha evoluído, ainda persistem problemáticas que preocupam a nação. Nesse sentido, é importante destacar revoltas sociais ocorridas no processo histórico e, ainda, compará-las ao atual sistema de saúde.
Em primeira instância, é fundamental citar o método utilizado no Brasil colonial, trazido pelos colonizadores, que consistia em sessões de sangria e ingestão de purgantes, processos por vezes negados por negros e índios, que optavam pelas tradicionais curandeiras. No entanto, com o passar das décadas e avanços na medicina, Oswaldo Cruz, médico brasileiro, desenvolveu a primeira vacina contra a varíola, visando ao combate a esta peste que matou milhões de pessoas e teve seu projeto recebido pela população do Rio de Janeiro com uma revolta.
Em segunda instância, é importante mencionar a precariedade do atual sistema de saúde brasileira . Embora os avanços nas pesquisas tenham elevado consideravelmente a expectativa de vida, a população sofre com tanto descaso público, e, se antes a revolta era contra medidas públicas dotadas, agora, implora-se por uma melhor qualidade de saúde pública. Nesse sentido, é, também, importante citar que existem muitos brasileiros morrendo em filas de espera, hospitais sucateados, medicamentos escassos e funcionários sem salário, problemáticas agravadas com a crise financeira no País.
Portanto, haja vista as precárias condições em que se encontram os hospitais públicos e as dificuldades enfrentadas pela população, o Ministério da saúde deve atuar como catalisador. A partir do fornecimento de verba pelo Ministério da saúde, o pagamento de salários e aquisição de medicamentos possibilitará o aperfeiçoamento da saúde pública.